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Crítica: DC's Legends Of Tomorrow - será que vale a pena?

No dia 21/01/2015 o canal CW estreou sua nova serie de super heróis - DC's Legends of Tomorrow . Com um time composto por vilões e... (por Ramon Gorge em 30/01/2016, via GeekBlast)

No dia 21/01/2015 o canal CW estreou sua nova serie de super heróis - DC's Legends of Tomorrow. Com um time composto por vilões e heróis, oriundos de Arrow e The Flash (outros seriados da emissora) o canal vem trazendo novos fãs para a DC.

Legends of Tomorrow se inicia num futuro pós-apocalíptico, onde a humanidade sofre nas mãos do déspota Vandal Savage (Casper Crump). Para conseguir dete-lo, Rip Hunter (Arthur Darvill) viaja no tempo para formar um super time, capaz de encerrar as atividades de Savage para sempre.


Temos um personagem principal, temos um motivo e uma missão, hora de por as mãos na massa. É ai que algumas coisas foram má elaboradas. A série é um spin-off de Arrow e The Flash e seus personagens são conhecidos dos que acompanham essas produções. Até aí, nenhum problema. Contudo, quem quiser começar a assistir Legends of Tomorrow terá dificuldades em entender o que e quem são esse monte de gente. As apresentações podem vir mais a frente sem grandes prejuízos, mas há outros "problemas".

O canal aborda a viagem no tempo e suas consequências de maneira vazia. Em The Flash, quando Barry Allen teve sua primeira experiência com viagem no tempo, houve toda uma lição de moral e ética por parte do Doutor Harrison Wells, falando dos perigos de se viajar no tempo, de como isso afetaria o mundo e tudo mais, no entanto quando Barry viaja no tempo e muda a historia não há efeitos colaterais. Em Legends eles estão tomando o mesmo caminho, já de cara eles apresentam todo tabu de se viajar no tempo, mas novamente não há consequências quando isso ocorre.

A animação "Justice League - The Flashpoint Paradox" (Liga da Justiça: Ponto de Ignição) mostra de maneira coesa e surpreendente os efeitos de se viajar no tempo, nela Barry se vê preso numa realidade onde sua mãe vive, porém ele não tem super poderes, e outros personagens da DC sofrem alterações drásticas. Nos quadrinhos esse arco gera efeitos em praticamente todos os personagens - ponto de partida para o "reboot" Os Novos 52.
Nos anos 70 as pessoas enxergavam com efeito sépia?
Relevando o tabu da viagem no tempo, Rip Hunter além de montar o time, deve convence-los a quererem se arriscar em viagens no tempo sem garantias de sucesso. Os mocinhos, evidente que aceitariam numa boa, afinal para isso que servem os heróis, já os vilões Capitão Frio (Wentworth Miller) e Onda Térmica (Dominic Purcell) não possuem motivos para tal. Em The Flash, Barry tinha acabado de plantar a semente do bem em Capitão Frio, mas não chegou a ser o suficiente para ele se tornar um herói do futuro, pior ainda com o Onda Térmica, que definitivamente não é um herói. A vantagem deles nesse time são alguns momentos de humor que eles protagonizaram, aliás o ponto alto do primeiro episódio foram as pequenas piadas as referências a Star Wars.

Outro ponto extremamente fraco e mal utilizado, são os personagens Hawkman (Falk Hentschel) e Hawkgilr (Ciara Renée). Vandal Savage caça o casal através das eras, sua imortalidade é fruto da energia vital que recebe a cada vez que os matam. Logo eles são, ou deveriam ser os oponentes mais poderosos de Savage, mas dá pra notar que não serão, no segundo episódio isso fica muito claro.

Onde eles guardam as asas?
Para uma estreia que era bastante aguardada, os primeiros episódios foram confusos, as cenas de lutas bastante inverossímeis. Mas ainda há tempo para o roteiro ser melhor desenvolvido e claro fica uma expectativa dos crossovers entre Arrow, The Flash e Legends of Tomorrow - que provavelmente irão ocorrer.
Ramon Gorge escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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