Cinema

Crítica: A Piada Mortal e a Hipersexualização da Batgirl

Quando se trata de animações da DC Comics , uma coisa é certa: a qualidade será grandiosa. Ela sempre entrega filmes lindos e envolve... (por Giovane Lima em 27/07/2016, via GeekBlast)


Quando se trata de animações da DC Comics, uma coisa é certa: a qualidade será grandiosa. Ela sempre entrega filmes lindos e envolventes, que encantam e agradam a maior parte dos fãs (e até os que não são tão chegados assim nas histórias da editora).


É fácil achar um leitor de HQs que tem A Piada Mortal entre suas favoritas. Por esse motivo, o filme veio carregado de expectativa. Além disso, a animação teria estreia nos cinemas brasileiros por apenas um dia. O fato alvoroçou todo mundo que já estava ansioso. E foi quando todos assistiram que as opiniões se dividiram em um mar de críticas que, até agora, ninguém tem certeza de que nota dar ao filme.






















A hipersexualização de Barbara Gordon não teve tanta graça.

Os espectadores são apresentados à Barbara Gordon, a heroína que terá a vida mudada para sempre após o encontro com o principal personagem da história: Coringa! Até os mais desentendidos sabem o que acontece aqui. Mas isso é para ser dito mais para frente, foquemos no começo do filme novamente. A introdução da personagem é carregada por cenas de ação, mas, infelizmente, também é mostrada uma hipersexualização além do comum em cima da personagem. Alguns closes nos seios, outros ali na parte de trás do corpo... "vamos colocar ela para correr de shortinho bem curto e focar da cintura pra baixo" deve ter sido uma das ideias na caixinha de sugestão. E alguns outros closes iguais a esses, mas em diferentes ângulos.

Screenshots tiradas do filme.



Um prelúdio grande demais para introduzir a Batgirl e o motivo para o qual ela deixa de ser vigilante, veio carregado com uma surpresa que ninguém estava preparado para ver. Sim, mais um pouco de apelo sexual! Barbara Gordon em um relacionamento amoroso com Bruce Wayne. Isso mesmo. Isso. Não entendeu? A Batgirl faz amor com Batman. Uma cena que, com certeza, se fosse cortada ninguém notaria. Pode-se concluir então que: só queriam seduzir com a Batgirl um pouco mais. Uma cena desnecessária, tão desnecessária que só ficou mais ridícula lá no final, quando os acontecimentos se desenrolam e o Batman nem ao menos se importa com a garota. O filme exigia mais tempo que a HQ, e por ser uma adaptação para longa-metragem, encheram linguiça de uma forma indelicada.


A Piada Mortal de Verdade

Mas enfim, a parte da adaptação começa realmente. A Piada Mortal é contada com sucesso. O suspense, o clima tenso e os flashbacks da criação do Coringa são bons demais para levar críticas tão pesadas quanto as anteriores já relatadas aqui. O desenrolar da história, os diálogos, as cenas, o clima e a tensão predominam os minutos finais. A tortura com o James Gordon chega a dar certo incomodo assistindo o desfecho, não por ser ruim, mas sim por ser exatamente a sensação que a história em quadrinhos quis e conseguiu criar. A loucura do Coringa exaltada ao máximo, em uma animação que tira o fôlego diversas vezes, independente se foram suspiros perdidos de aprovação ou rejeição.

No fim, entre altos e baixos, existe a magnífica dublagem e a qualidade da animação. Há também o que foi prometido desde o começo: lindas referencias e fidelidade a certas cenas. Mas, em contrapartida, ganhamos outros bônus nada atrativos e que ninguém veio a pedir...


Giovane Lima escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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