Cinema

Crítica: Porta dos Fundos Contrato Vitalício - Da internet para os cinemas

O primeiro filme do Porta dos fundos foi lançado, e é bem diferente do que esperávamos.


Contrato Vitalício é o primeiro filme da turma do canal Porta dos Fundos, com roteiro de Fábio Porchat e Gabriel Steves, o filme é uma sátira de cultura, comerciais, musas do snapchat, jornalistas de fofoca, Sérgios Malandros, etc.

O filme não é engraçado o tempo todo, os momentos de maiores risadas do público são com as piadas clichês, piadas de peido, tombos e bobeira, o que prova que o Brasileiro prefere o humor Leandro Hassum ao humor Monty Python.


É uma comédia que se afirma o tempo todo ser mais cabeça do que outras produzidas no Brasil, o que às vezes ocasiona um fracasso de bilheteria, tentam piadas mais ousadas, com temas politicamente incorretos, como aborto e câncer. O público esboçou ótima aceitação com a citação do câncer, mas o aborto causa desconforto e silêncios na sala, nem mesmo um comentário do quão absurdo foi, apenas constrangimento.

A equipe do Porta dos Fundos arriscou, entregaram um filme o qual eles demonstraram muita vontade em fazer, um filme que é como um filho para eles, demorou um bom tempo para ser pensado e lançado, e com certeza foi perfeito para eles, e repito: “perfeito para eles”. O que não reflete ao público, talvez a defesa seja que esquetes são personagens diferentes a cada 3 minutos de vídeo, mas um longa metragem são os mesmos personagens por uma hora e meia, e nem sempre os personagens são cativantes o bastante para entreter e divertir por todo esse tempo.

Talvez no futuro vejam esse filme como uma revolução da comédia nacional, ou apenas um fracasso na tentativa de inovar. Com certeza o filme merece mérito pela ousadia, mas se estivesse sendo transmitido no Domingão do Faustão não diria que eles chegaram lá com a contagem do risômetro.
No cinema não tem conteúdo viral, o que foi visto não é compartilhado no Facebook, Porta dos Fundos acertou no humor na internet, mas nem sempre é possível acertar em tudo.

Unknown escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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