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Serpes: Conheça mais sobre os primos dos dragões

Muitos dragões que aparecem nas telas e nos livros não são exatamente dragões, mas sim serpes, variantes dos grandes répteis. Conheça mais sobre eles


Quem ai conhece Drogon, um dos três dragões da princesa Daenerys Targaryen? Provavelmente muitos lembram da imponente criatura cuspidora de fogo, mas vocês sabiam que ele e seus irmãos na verdade são serpes?

Provavelmente muitos ficaram confusos com o termo exótico, mas tudo será explicado aos poucos.  Primeiro devemos conhecer um pouco da origem dos dragões, para em seguida conhecermos as serpes e seus famosos representantes no mundo da ficção literária e cinematográfica.

Dragões (do grego drákon), são répteis gigantes presentes na mitologia de diversas regiões do mundo. Destacaremos os europeus, pois além de serem os mais conhecidos (junto com os orientais), também servem como base para conhecermos seus primos reptilianos.

Originários de lendas de antigos povos da Europa (celtas e escandinavos), os dragões são descritos como grandes répteis repletos de escamas, pele escura, quatro patas, um par de asas, capacidade de soltar fogo pela boca e com imensa longevidade. Variações incluem presença de plumas, chifres, capacidade de soltar veneno e outros elementos naturais (vento, água,...). 
Um exemplo clássico de dragão
Dragão dos ventos
Nas fantasias, estes grandes seres alados são representados das mais diversas formas, porém sempre mantendo uma relação intima com a magia, tidos como criaturas extremamente sábias e tamanho variado, desde algo próximo a um gato até um titã maior do que uma montanha. A afinidade mágica deles costuma ser reforçada pelas qualidades de seus espólios: o sangue pode ser utilizado para criar poderosas poções, as escamas se transformam em poderosas armaduras e espinhos tornam-se materiais para forjar espadas mágicas. Seus poderes podem incluir: grande força mágica, enorme resistência a feitiços e a ataques físicos, intelecto superior, fluência em diversas línguas e capacidade de utilizar os diversos elementos da natureza (os chamados dragões elementais), porém não restringindo-se a apenas estes. Sua relação com os humanos é variada: os bondosos, costumam agir como conselheiros, outros nos veem com desprezo, e por causa disso preferem não se envolver conosco. Alguns representantes: Banguela (Como Treinar Seu Dragão) e o Dragão Branco de Olhos Azuis (Yu-Gi-Oh!).
Banguela, junto com Soluço
Dragão Branco de Olhos Azuis, o monstro principal de Seto Kaiba

Serpes (mais popularmente conhecidos pela designação inglesa Wyverns) são "primos" dos répteis europeus, diferenciando-se na pele, que é menos escamosa, na anatomia de duas patas (em vez de dois pares) e não crescerem até proporções titânicas (apesar disso, muitos seres dessa classe são descritos nas literaturas como grandes o suficiente para cobrir a luz do sol). Sua origem é intimamente ligada aos antigos brasões e escudos de família, onde eram descritos como dragões de duas patas. Assim como seus parentes de seis membros, as serpes possuem muita afinidade mágica, tamanho variado e compartilham os mesmos poderes místicos que eles, porém, elas são mais frequentemente representadas como seres maus e/ou extremamente agressivos, mas ainda sim, existem aqueles que são bons. Suas variações incluem caudas venenosas, caudas no lugar das patas traseiras e partes do corpo semelhantes a de outros animais (cabeça de leão ou tigre, por exemplo).
Exemplo clássico de uma serpe
Agora que aprofundamos sobre os répteis de seis e quatro membros, hora de trazer à tona "as serpes que achávamos que eram dragões". Acompanhem:
Smaug, o Dourado, antagonista de O Hobbit
Drogon, Rhaegal e Viserion, ainda pequenos
Rabo-Córneo Húngaro, o dragão que Harry enfrentou no Torneio Tribruxo
Muitos provavelmente argumentarão que as próprias obras claramente chamam estes seres de dragões, mesmo que eles possuam apenas um par de patas e um par de asas, o que não é errado, visto a semelhança entre estes répteis e as serpes, mas a ideia é expandir o conhecimento, mostrando que existem subespécies e que estas possuem títulos próprios.

Fontes e créditos:

Caio Gomes escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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