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Ghost In The Shell - o mangá e a animação

O mangá e a animação que serviram de base para o novo filme de Ghost in the Shell.

No ano de 1989 o mangá The Ghost In The Shell começava a ser publicado no Japão, e anos depois, mais precisamente em 1995, a revolucionária animação ganhava o mundo, chegando em diversos pontos do planeta, inclusive ao nosso amado Brasil, felizmente.

Retratando o "distante" futuro de 2029 onde humanos fazem uso de aprimoramentos cibernéticos para se tornarem um híbrido de homem e máquina, a história foca na Major Motoko Kusanagi, líder de uma unidade de serviço secreto responsável pelo combate ao crime.

Vamos analisar separadamente cada uma das versões.

O mangá

Criado por Masamune Shirow a obra original é curta, apenas uma edição, mas retrata várias missões da Major Motoko e da Sessão 9, tendo como linha narrativa condutora a perseguição da equipe ao Mestre dos Fantoches, o grande vilão da história.

Na realidade chamar o Mestre dos Fantoches de vilão é diminuir o personagem, para quem é apreciador de ficção científica sabe que as obras desse gênero apresentam e discutem questões filosóficas e quando os dilemas do suposto "vilão" são apresentados você questiona o seu nível de maldade.

Em dezembro de 2016 o mangá finalmente chegou ao Brasil graças a publicação da editora JBC. Depois de muitos atrasos e imprevistos a editora conseguiu lançar a edição definitiva da obra, que servirá de base para todas as publicações no mundo daqui em diante, um baita feito para o nosso país.

Se você conhece a animação e pretende comprar o mangá para ler exatamente o que viu no filme de 1995 infelizmente desista da ideia, o mangá vai além do que nos é apresentado na animação, mas tem um tom diferente, com leves toques de humor, mas com os mesmos questionamentos filosóficos e muita ação.

A edição nacional vale cada centavo, pois ela não se limita apenas ao mangá, ela é recheada de extras e explicações feitas pelo próprio autor detalhando o mundo criado por ele. Muitas cenas são explicadas por meio desses textos. É tanto extra que poderia ser lançado um pequeno livro a parte só com essas informações, é muita coisa mesmo!
A edição nacional foi lançada em dezembro de 2016.
O traço do manga é muito bonito, e o ritmo é muito bom, mas se você está acostumado a mangás de ação e espera somente isso dessa obra vai acabar se decepcionando, ela sem dúvida é recheada de cenas impactantes, mas o ponto principal são os diálogos e a trama.

A animação

Em 1995 chegava aos cinemas o filme dirigido por Mamoru Oshii.

Com um visual inspirado no clássico cult Blade Runner, a animação é mais séria que a obra original, mas não se aprofunda tanto nos personagens e não é um tipo de filme com explicação para tudo que acontece. Ghost in the Shell deixa muitos pontos em aberto, para que o telespectador pense e chegue as suas próprias conclusões.
Blade Runner, qualquer semelhança no visual não é mera coincidência.
A ação se encontra presente, com lutas e tiroteios magistralmente orquestrados, balanceando muito bem o ritmo da história do curto filme, que não chega a uma hora e meia.

A trilha sonora de Kenji Kawai nos transporta para o mundo da obra e a música tema fica em nossas mentes por um longo tempo.


Com personagens marcantes, mesmo que não sejam aprofundados, Ghost in the Shell merece ser visto por todos.

Comparando as duas obras

Concluir qual das duas obras é melhor é uma tarefa complicada, por mais que as duas apresentem praticamente a mesma história elas tem diferenças gritantes. O ideal é que você desfrute das duas.

Experimente começar pelo filme, por ser bem curto, se ele te interessar procure o mangá para se aprofundar e conhecer mais de Ghost in the Shell.

Se você é amante de ficção científica o filme é altamente recomendado, mas se você quer começar a desfrutar do gênero, Ghost in the Shell é uma excelente porta de entrada.
João Victor escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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