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Jornada nas Estrelas - A Série

O espaço, a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para a exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve



Jornada nas Estrelas (ou Star Trek mundo afora). O que falar sobre uma série com mais de 50 anos de existência e que, ainda hoje, arrebata milhões de pessoas no mundo inteiro?


Star Trek foi concebida originalmente por Gene Rodenberry em meados de 1964 e produzido pelos estúdios Desilu. A série mostrava um futuro onde a humanidade tinha alcançado um certo sucesso na evolução social onde a Terra era considerada, basicamente, um paraíso e que fazia parte de uma organização política que se espalhava por um quão sem número de incontáveis planetas na Via Láctea, a nossa galáxia.

Para mostrar este futuro mais “agradável” o telespectador foi colocado na Ponte de Comando da USS Enterprise NCC-1701, onde, sob o Comando do Capitão James T. Kirk tinha sua missão de 5 anos para explorar o espaço profundo, muito dele desconhecido de todos ali a bordo.


Com o passar das três temporadas da série original, a tripulação da Enterprise enfrentaria os mais diferentes contratempos, assim como acontecia com todo e qualquer explorador em espaço desconhecido. Claro que Kirk não fazia tudo sozinho. Tínhamos para ajudá-lo o Sr. Spock, um meio-humano, meio-vulcano, dotado de uma lógica ímpar e que tudo para ele era fascinante.

Magro, ou Dr. McCoy, era o médico mais irônico que o telespectador poderia conhecer naquele momento e onde, no final das contas, a frase “predileta” dele era: “Ele está morto, Jim.” Outros personagens extremamente carismáticos faziam parte da Tripulação, como o Sr. Sulu, o timoneiro da Enterprise, Checov, o navegador que trabalhava em conjunto com Sulu. Ainda na ponte de comando tínhamos a belíssima oficial de comunicações, a Tenente Nyota Uhura e não podemos esquecer o engenheiro milagreiro Sr. Scotty.

Da esquerda para direita
Scotty, Sr. Spock, Kirk, Dr. McCoy, Uhura e Checov.
Esqueceram do Sulu, tadinho!

A cada novo episódio a tripulação da Enterprise se encontrava com uma raça diferente ou planeta diferente onde, dali, havia um desafio que precisava ser resolvido e havia todo um esforço para que não houvesse um lado vencedor, mas sim lados onde uma resolução pacífica poderia ser perpetrada com uma lição de moral.

Para um seriado de sua época, a série original mostrou-se sagazmente feroz, pois os episódios tratavam de temas que mexiam com os brios da sociedade, como, por exemplo, na própria tripulação ter um russo, uma negra e um japonês como os oficiais seniores, demonstrando que o futuro da Terra, questões sociais sobre nacionalidade ou racismo já teriam sido postas de lado para o bem da humanidade.

E a partir destes conceitos, desconhecidos pela tripulação, muitos destes eram o parâmetro principal para os roteiros. Enquanto não existia racismo na Federação, o que dizer de um planeta que está em guerra por vários anos por conta que uma raça tem o rosto branco/preto e preto/branco?



Como causar o maior rebuliço na época do que colocar um branco e uma negra se beijando em cadeia nacional? Ou que, apesar de tudo, ainda havia guerras no futuro contra uma raça beligerante como os Romulanos – que representavam, de certa forma, a União Soviética, pois o Império Romulano estava em guerra fria com a Federação ou os Klingons – ali talvez representando os chineses – que também tinham uma guerra fria com a Federação de Planetas Unidos.

Jornada nas Estrelas, em seu início e, até hoje, é muito mais que tiros, explosões ou conflito humano, é uma forma completamente nova de explorar o desconhecido desde o seu primeiro episódio até os dias de hoje, ou será que não? Em breve vamos explorar um pouco mais as outras séries que vieram depois da seriado original.

Daniel Gomes escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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