Cinema

Crítica: Tudo Que Eu Quero, não há fronteiras para um Trekker

Um filme de relações com muita metalinguagem e piadas sutis, mas sem grande aprofundamento.


Dakota Fanning é incansável, só este ano serão três lançamentos, incluindo a produção feita pela Netflix. Nesta primeira estreia ela dá vida à uma fangirl com autismo em um filme com cara de
festival de cinema.


O mundo pode ser um lugar assustador para indivíduos que fazem parte do espectro do autismo (TEA). A dificuldade de entender relações humanas básicas os torna vulneráveis às pessoas má intencionadas.

Wendy está no espectro e como muitas das personagens inspiradas nos sintomas da forma mais branda do autismo, chamada de Síndrome  de Asperger, ela é fã do Spock. É fácil para ela se identificar com as personagens de Star Trek e sua maior paixão é escrever.

Apesar de morar há vários anos em uma clinica para autistas e ter criado uma rotina confortável e com um pouco de independência, o sonho de Wendy é viver com sua irmã e conhecer sua sobrinha. Ela vê sua oportunidade em uma competição de roteiros de Star Trek e faz de tudo para entregar seu roteiro formatado e impresso no estudo em Los Angeles.


O roteiro é bem construído e crível. A paixão de Wendy por Spock e por seu roteiro permeia a aventura para que ela entenda melhor as pessoas e prove ao mundo do que é capaz apesar de sua condição. Enquanto ela cresce interiormente e desenvolve suas relações, as pessoas a sua volta vêem o quanto ela é forte e especial.

Este filme é uma dramédia daquelas que nos faz refletir sobre sonhos, limitações e nossa própria força de vontade, com muita cara de filme de festival. Com excelentes atuações de Dakota Fanning e Toni Collete, o filme é um bom entretenimento para uma tarde fria.

Ficha Técnica


Nome: Tudo que eu quero
Nome Original: Please Stand By
Origem: EUA
Ano de produção: 2017
Lançamento: 26 de Abril de 2018
Gênero: Comédia
Classificação: a definir
Direção: Ben Lewin
Elenco: Dakota Fanning, Toni Collette, Alice Eve

Lais Tigre escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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