Critica: Talvez uma história de amor

Romance nacional foge do convencional, mas não empolga ou apaixona


Romance nacional foge do convencional, mas não empolga ou apaixona. Seguindo a onda de filmes menos escrachados, Mateus Solano estrela filme que promete acalentar os corações dos namorados.



Em plena semana do dia dos namorados uma comédia romântica nacional chega aos cinemas. Trazendo nomes conhecidos do grande público, o filme acerta em inovar não contado a história de maneira convencional, mas não chega a trazer o sentimento típico de filme romântico.

Virgilio (Mateus Solano) sofre de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e sua vida é sempre igual e organizada, ele não lida bem com mudanças. Após recusar uma promoção no trabalho ele vai para mais uma noite calma e tranquila em casa e enquanto prepara seu ovo frito de todos os dias, recebe uma mensagem, na secretária eletrônica, de uma mulher terminando um relacionamento. O grande problema para Virgilio não é a mulher terminar o relacionamento em si, mas o fato dele não se lembrar de ter um relacionamento e não reconhecer o nome dela, Clara.


A falta de memória do protagonista o leva por uma busca interessante pela dona da voz na secretária eletrônica, mas a falta de um rosto e o modo como vamos conhecendo a suposta amada não nos traz um sentimento de identificação e isso torna difícil torcer pelo casal.

As participações são de peso e cada personagem ajuda Virgílio a montar a imagem da Clara e descobrir o porquê de tê-la esquecido. Ambientado em São Paulo, a história é baseada em um livro francês do autor Martin Page, mostrando pontos turísticos e aproveitando a arquitetura e cultura da cidade.

De todas as personagens, a mais carismática acaba sendo a vizinha do protagonista, Katy (Bianca Comparativo). Ao decorrer do filme, ela passa a torcer para Virgílio perceber que Clara não o quer mais e que ele deveria ficar com a vizinha, ou seja, ela mesma.

O filme foge bastante de clichês, mas não chega a ser romântico. O interessante acaba nem sendo o romance dos dois, mas a busca do que pode ou não ser uma história de amor. No geral, um bom filme para ver essa semana.

Ficha técnica
Nome original: Talvez uma história de amor
País: Brasil
Data de estréia: 14 de junho de 2018
Gênero: Comédia, Romance
Direção: Rodrigo Bernardo
Elenco: Mateus Solano, Thaila Ayala, Titia Meireles, Marco Luque, Bianca Comparato e Cynthia Nixon.
Lais Tigre escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
Este texto não representa a opinião do GeekBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

Comentários

Google+
Facebook