Cinema

Crítica: Filme - A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batatas

A sociedade literária e a torta de casca de batatas é um filme da Netflix estrelado por Lily James e Michiel Huisman, baseado em livro de mesmo nome











Depois de um dia de trabalho exaustivo cheguei em casa e me joguei na cama. Enquanto descansava resolvi assistir um filme. Como minha BFF Netflix nunca me decepciona, ok exagerei um pouco, indicou um filme que foi adicionado ao catálogo no dia 10 de agosto A Sociedade literária e a torta de Casca de Batata. Ufaaaa!!!


Não gosto de assistir filmes nos quais a história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, porque sou obrigada a testemunhar o pior do ser humano. Até que ponto alguma pessoas são capazes de chegar por causa de uma ideologia equivocada. Mas, como parte da história do filme ocorre depois da Guerra eu dei uma chance para o filme. E devo confessar que não me arrependi.


Juliet Ashton (Lily James) é uma escritora que acabou de ficar noiva, que após trocar correspondências com Dawsay Adams sobre a sociedade literária e a torta de casca de batatas decide viajar para Guernsey, e participar de uma das reuniões do grupo.

Ao conhecer os membros da sociedade se encanta por suas histórias e decide escrever um livro sobre eles. Mas, para isso ela precisa mergulhar fundo nas marcas profundas que a Segunda Guerra deixou na vida de todos.

O filme é uma daquelas narrativas fofas que você tem vontade de abraçar os personagens e permitir que chorem no seu ombro. Principalmente o Dawsay Adams, Michiel Huisman, esse eu deixaria fácil.

Mesmo diante das atrocidades da Guerra um grupo de pessoas se uniu para tornar a experiência, minimamente, suportável. Elizabeth Mckenna (Jessica Brown Findlay), foi quem teve a ideia de reunir o grupo no jantar, sendo que todos tiveram a sua vida transformada após esse evento.

Por se tratar de um filme romântico encontramos diversos clichês do gênero, mas que mesmo repetidos ainda amamos.


Mulheres e literatura

O que achei interessante nesse filme foi o fato de que as protagonistas eram mulheres fortes, dentro de um contexto onde as mulheres ainda estavam buscando o seu lugar ao sol. E continuamos buscando forte, às vezes fraquejamos, mas firmes na certeza de nosso valor. É a influência do Girl Power.

O filme conta com a participação daquele ator lindo que fez outro filme açucarado que adoro A incrível história de Adaline, Michiel Huisman no papel de Dawsay Adams. Aqui devo confessar que demorei em reconhecer de tão diferente que ele estava. Vamos aplaudir o trabalho da caracterização.

Todos os personagens da história tiveram a suas vidas despedaçadas pela Segunda Guerra, e tentavam se reerguer enquanto restauravam seus lares e cidades. Apesar do filme não se aprofundar nas histórias individuais deu para se conectar com a dor dos personagens. E desejar acabar com toda aquela espera e sofrimento.

Outro ponto importante da narrativa eram os livros lidos durante as reuniões da sociedade. Que parecem ter sido escolhidos a dedo pelo acaso, mas sabemos que se trata de um excelente trabalho do roteiro. Numa das cenas eles discutem a luta pela igualdade entre homens e mulheres usando como referência a obras das irmãs Brontë.

Se você procura uma história romântica, para assistir em dias nublados, comendo bolinho de chuva esse filme é perfeito.

Ficha técnica


Nome: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batatas
Nome original: The Guernsey Literary And Potato Peel Pie Society
País: Reino Unido, EUA
Data de estréia: 10 de Agosto de 2018 no serviço de streaming Netflix
Gênero: Romance
Classificação: 12 anos
Direção: Mike Newell
Elenco: Lily James, Michiel Huisman, Matthew Goode, Jessica Brown Findlay, Tom Courtenay, Penelope Wilton, Katherine Parkinson e Glen Powell.

Karina E. da Costa escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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