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Tomb Raider King copia Solo Leveling? Não exatamente — mas também não ajuda quando parece tanto.

Tomb Raider King parece uma cópia de Solo Leveling? Entenda as semelhanças, diferenças e por que os dois animes são tão parecidos.


Se você assistir aos primeiros episódios de Tomb Raider King sem saber absolutamente nada sobre a obra, existe uma chance enorme de pensar:

“Ué… isso aqui não é Solo Leveling?”

E não, você não está ficando maluco.


O novo anime sul-coreano realmente carrega uma quantidade impressionante de elementos que remetem diretamente ao fenômeno protagonizado por Sung Jinwoo. Temos um protagonista extremamente poderoso, evolução constante, habilidades sobrenaturais, artefatos, combates contra criaturas, uma estética sombria, momentos de pura ostentação de poder e aquela velha fórmula do sujeito que começa em uma posição desfavorável e rapidamente passa a olhar o resto do mundo de cima.

Só que existe uma pegadinha nessa história.

Tomb Raider King não nasceu depois de Solo Leveling virar anime.

Na verdade, a web novel de Tomb Raider King começou em novembro de 2016, poucos meses depois do início da web novel de Solo Leveling, publicada originalmente em julho daquele mesmo ano. O webtoon de Tomb Raider King chegou posteriormente, em 2019.

Ou seja: chamar a obra simplesmente de “cópia de Solo Leveling” é fácil.

Explicar por que ela parece tanto com Solo Leveling é que fica interessante.

E é aí que entra a melhor definição:

Tomb Raider King copia, mas não faz igual.

E essa frase resume perfeitamente a relação entre as duas obras.

A primeira pergunta: afinal, Tomb Raider King é uma cópia de Solo Leveling?


Não exatamente.

E aqui precisamos separar duas coisas: influência e coincidência de fórmula.


Solo Leveling se tornou um fenômeno gigantesco ao transformar elementos que já existiam em histórias de fantasia, RPG e webtoons em uma fórmula extremamente eficiente: protagonista inicialmente subestimado, sistema de evolução, habilidades especiais, batalhas cada vez maiores e uma escalada de poder que transforma o personagem em uma verdadeira entidade.

Tomb Raider King trabalha com vários desses mesmos ingredientes.

Mas existe uma diferença importante: a história de Tomb Raider King não foi criada para ser uma continuação de Solo Leveling nem pertence ao mesmo universo.

A obra é baseada na web novel de SAN.G e posteriormente ganhou sua versão em webtoon pela REDICE Studio, enquanto a animação é produzida pelo STUDIO EEK.

Portanto, não existe uma ligação narrativa entre Seo Jooheon e Sung Jinwoo.

O que existe é algo muito mais curioso.

As duas obras habitam praticamente o mesmo território criativo.

Tomb Raider King e Solo Leveling parecem parentes — e existe uma explicação


Aqui está uma das maiores razões para a comparação ser tão inevitável.

A adaptação em webtoon de Tomb Raider King passou pelas mãos da REDICE Studio, o mesmo estúdio responsável pela adaptação em manhwa de Solo Leveling.

E isso ajuda a explicar uma coisa que chama atenção imediatamente: o visual.

A composição dos personagens, o uso de sombras, as poses de impacto, os efeitos de energia, os enquadramentos e principalmente a maneira como o protagonista é apresentado fazem com que os dois títulos pareçam pertencer à mesma família estética.

Não é simplesmente “um protagonista de cabelo escuro”.

É a maneira como o personagem é desenhado para parecer poderoso.

É aquela pose de:

“Você realmente achou que tinha alguma chance contra mim?”

Sung Jinwoo faz isso.

Seo Jooheon também.

E quando os dois aparecem cercados por efeitos sombrios e uma aura de protagonista apelão, a comparação praticamente se escreve sozinha.

Seo Jooheon parece Sung Jinwoo?



Essa é provavelmente a comparação que mais pegou entre os fãs.

Os dois protagonistas possuem aparência semelhante em determinados momentos, principalmente quando estão em suas versões mais poderosas.

Mas a personalidade entrega uma diferença importante.

Sung Jinwoo é mais contido.

Ele começa como alguém inseguro, frágil e constantemente colocado em situações de risco. Sua evolução é justamente parte central da narrativa.

Seo Jooheon já começa com outra postura.

Ele é um saqueador de tumbas experiente, conhece o mundo das relíquias e sabe exatamente como sobreviver. Depois de ser traído e enviado 15 anos ao passado, ele não precisa aprender tudo novamente.

Ele já sabe o que está por vir.

E isso muda completamente o jogo.

Segundo a premissa oficial, Jooheon é traído por seu empregador e, após um acontecimento envolvendo uma poderosa relíquia, retorna 15 anos no passado. Com o conhecimento do futuro, ele decide chegar às tumbas e relíquias antes de todo mundo.

É quase como colocar um jogador veterano dentro de um jogo que acabou de começar.

Enquanto todo mundo ainda está descobrindo as regras, ele já sabe onde estão os melhores itens.

Aí fica meio injusto, né?

A fórmula que faz todo mundo gritar “Solo Leveling!”


É aqui que Tomb Raider King realmente alimenta as comparações.

As duas histórias trabalham com uma fantasia de ascensão absoluta.

O protagonista começa em uma posição inferior ou desvantajosa e passa a acumular recursos que o colocam em outro patamar.

Só que o mecanismo muda.

Em Solo Leveling:


Sung Jinwoo possui o misterioso Sistema, que permite evolução, habilidades e crescimento progressivo.

O personagem literalmente transforma sua vida em uma espécie de RPG.

Em Tomb Raider King:


Seo Jooheon possui conhecimento sobre o futuro e experiência acumulada em exploração de tumbas.

As tumbas aparecem pelo mundo e escondem relíquias capazes de conceder habilidades sobrenaturais aos seus usuários.

Então temos:

Solo Leveling:
“Eu vou ficar mais forte.”

Tomb Raider King:
“Eu sei onde estão as coisas que vão me deixar mais forte.”

Parece parecido?

Pra caramba.

É igual?

Nem tanto.

E é justamente aí que Tomb Raider King tenta fazer diferente


A maior diferença entre os protagonistas está no motor da narrativa.

Solo Leveling é essencialmente uma história de progressão.

Jinwoo vai descobrindo novas habilidades, enfrentando inimigos cada vez mais perigosos e subindo de nível.

Tomb Raider King acrescenta um elemento que muda bastante a dinâmica:

Conhecimento do futuro.



Jooheon não está simplesmente reagindo aos acontecimentos.

Ele está antecipando-os.

Ele sabe quais relíquias vão aparecer.

Sabe quais pessoas serão importantes.

Sabe quais inimigos podem surgir.

E sabe quem o traiu.

Isso transforma a narrativa em uma mistura de:

  • ação;
  • fantasia;
  • viagem no tempo;
  • vingança;
  • exploração;
  • caça a artefatos;
  • disputa de poder;
  • estratégia.

A própria premissa oficial descreve Jooheon usando seu conhecimento do futuro para saquear as tumbas antes que os demais consigam explorá-las.

É uma diferença bastante significativa.

O protagonista de Tomb Raider King já começa “apelão”


E talvez esse seja o maior contraste.

Em Solo Leveling, uma das maiores satisfações da história é acompanhar a transformação de Sung Jinwoo.

Você vê o personagem sendo subestimado.

Depois vê ele ficando mais forte.

Depois ainda mais forte.

E então chega aquele momento em que você percebe:

“Caralho… ninguém mais consegue parar esse sujeito.”

Tomb Raider King pula parte dessa construção.

Jooheon já possui experiência.

Ele já sabe lutar.

Já conhece as tumbas.

Já conhece as relíquias.

E agora ainda possui informações privilegiadas sobre o futuro.

É quase uma trapaça narrativa.

Mas é justamente essa trapaça que faz parte da diversão.

O detalhe que deixa a comparação ainda mais curiosa: REDICE Studio


Se você estava procurando uma explicação para aquela sensação de “eu já vi esse estilo em algum lugar”, encontramos uma boa pista.

A REDICE Studio trabalhou na adaptação em webtoon de Tomb Raider King e também está diretamente associada ao manhwa de Solo Leveling.

Portanto, existe uma conexão real entre as duas obras no campo da produção dos manhwas.

Não é uma conexão de universo.

Não significa que uma história seja continuação da outra.

E muito menos prova que Tomb Raider King tenha sido criado copiando Solo Leveling.

Mas ajuda a explicar por que determinadas escolhas visuais e de apresentação parecem tão familiares.

É como reconhecer a assinatura de um desenhista.

Você olha e pensa:

“Eu conheço esse cheiro de longe.”

Mas quem veio primeiro?


Aqui está o ponto que destrói um pouco o argumento de que Tomb Raider King simplesmente surgiu para copiar Solo Leveling.

A cronologia é bastante próxima.

Solo Leveling


  • Web novel: julho de 2016
  • Webtoon: 2018
  • Anime: 2024

Tomb Raider King


  • Web novel: novembro de 2016
  • Webtoon: 2019
  • Anime: 2026

As duas histórias surgiram praticamente na mesma era de explosão das web novels e webtoons coreanos de ação e fantasia.

Portanto, existe uma ironia enorme na acusação.

Quando Tomb Raider King começou, Solo Leveling já existia, mas ainda estava muito longe de ser o fenômeno mundial que conhecemos hoje.

O anime de Solo Leveling só chegaria em 2024, transformando a franquia em um dos maiores representantes modernos dos webtoons adaptados para animação.

Tomb Raider King só ganhou sua própria adaptação animada em 2026.

E é justamente por chegar depois do fenômeno que a comparação ficou inevitável.

O problema de Tomb Raider King ter chegado depois de Solo Leveling


Aqui está uma verdade que pode ser injusta, mas é impossível ignorar.

A percepção do público depende do momento em que a obra chega.

Se Tomb Raider King tivesse recebido um anime antes de Solo Leveling, talvez a conversa fosse completamente diferente.

Mas aconteceu o contrário.

Solo Leveling chegou primeiro às telas, explodiu, conquistou uma multidão e estabeleceu uma identidade visual e narrativa extremamente reconhecível.

Então quando Tomb Raider King aparece com:

  • protagonista overpower;
  • artefatos mágicos;
  • evolução de habilidades;
  • criaturas;
  • batalhas espetaculares;
  • protagonista com aparência semelhante;
  • estética parecida;
  • origem em webtoon coreano;
  • envolvimento da REDICE Studio;

a reação natural é:

“Tá copiando Solo Leveling!”

Só que a cronologia não permite uma conclusão tão simples.

“Copia, mas não faz igual”


E aqui chegamos ao ponto mais divertido.

Tomb Raider King é aquele aluno que olha a prova do colega, copia a estrutura da resposta e ainda entrega uma resposta diferente.

A fórmula é familiar.

A sensação também.

Mas a história possui seus próprios elementos.

O foco em relíquias e tumbas muda completamente o tipo de aventura.

A viagem no tempo dá ao protagonista uma vantagem estratégica que não existe da mesma maneira em Solo Leveling.

E Jooheon não é simplesmente uma versão alternativa de Jinwoo.

Ele é mais calculista, oportunista e agressivo.

Ele não está apenas tentando sobreviver.

Ele quer dominar o jogo.

E isso muda bastante a personalidade da história.

Tomb Raider King é para quem sente falta de Solo Leveling?


Aqui a resposta é: sim. E provavelmente essa é justamente uma das maiores vantagens comerciais do anime.

Quem terminou Solo Leveling e ficou procurando outra história com protagonista extremamente poderoso, batalhas exageradas e crescimento absurdo naturalmente vai olhar para Tomb Raider King.

E a própria recepção do anime acabou reforçando essa comparação.

Antes mesmo da estreia, fãs já apontavam semelhanças entre Seo Jooheon e Sung Jinwoo, inclusive na estética e na estrutura narrativa.

Depois da estreia, a comparação continuou.

O anime começou sua exibição em julho de 2026, com a estreia no Japão em 8 de julho, enquanto a Crunchyroll também passou a disponibilizar a série internacionalmente.

Ou seja: se você está procurando um substituto temporário para aquela coceira chamada “quero ver um protagonista apelão destruindo todo mundo”, Tomb Raider King chega com o currículo pronto.

Mas Tomb Raider King consegue escapar da sombra de Solo Leveling?


Essa é a pergunta mais difícil.

Porque uma coisa é ser parecido.

Outra é conseguir construir uma identidade própria.

Tomb Raider King possui material para isso.

A mitologia das relíquias, as tumbas espalhadas pelo mundo, a viagem no tempo e a vingança contra aqueles que traíram Jooheon oferecem uma estrutura diferente.

O problema é que a comparação com Solo Leveling não acontece apenas por causa da história.

Ela acontece pela apresentação.

E apresentação é justamente uma das coisas que o público percebe primeiro.

Se o protagonista aparece com uma pose semelhante, efeitos semelhantes e uma aura semelhante, o espectador não vai parar a cena para fazer uma análise acadêmica sobre a origem da web novel.

Ele simplesmente vai pensar:

“É o Jinwoo versão arqueólogo.”

E pronto.

A verdade: Tomb Raider King não precisa ser Solo Leveling para funcionar


No fim das contas, talvez essa comparação esteja até atrapalhando a percepção da obra.

Tomb Raider King não precisa vencer Solo Leveling.

Não precisa ser mais bonito.

Não precisa ter batalhas maiores.

Não precisa criar um protagonista ainda mais absurdo.

Ele precisa simplesmente fazer aquilo que sua própria história promete.

Ser uma aventura sobre tumbas, relíquias, poder e vingança.

E nisso existe bastante potencial.

A premissa oficial é simples e eficiente: tumbas misteriosas aparecem pelo mundo, relíquias concedem poderes sobrenaturais e Jooheon, depois de ser traído e voltar 15 anos no tempo, decide usar seu conhecimento para conquistar essas relíquias antes de seus rivais.

Não é a mesma história de Sung Jinwoo.

É outra história usando vários ingredientes que o público moderno já aprendeu a amar.

Afinal, vale assistir Tomb Raider King?


Vale — principalmente se você gosta de Solo Leveling.

Mas é melhor assistir sabendo exatamente o que esperar.

Não espere encontrar uma cópia oficial de Sung Jinwoo.

Também não espere uma obra completamente distante da fórmula que tornou Solo Leveling tão popular.

Tomb Raider King está naquele território curioso entre “isso parece muito familiar” e “mas essa história tem suas próprias cartas na manga”.

E talvez essa seja a melhor maneira de resumir a obra:

Tomb Raider King copia a fórmula?


Em vários aspectos, parece que sim.

É uma cópia de Solo Leveling?


Não dá para afirmar isso — e a cronologia das obras torna essa acusação simplista demais.

É parecido?


Muito.

Tem identidade própria?


Tem.

A REDICE Studio ajuda a explicar a semelhança visual?


Com certeza é um dos fatores mais relevantes.

É uma boa recomendação para fãs de Solo Leveling?


Provavelmente a recomendação mais óbvia para quem está sentindo falta daquele protagonista absurdamente apelão.

No fim, Tomb Raider King é aquele caso curioso em que você olha para a tela e pensa:

“Isso é praticamente Solo Leveling.”

Aí a história responde:

“Calma, meu filho. Aqui o negócio é roubar relíquia.”

E talvez seja justamente aí que esteja sua graça.

VEREDITO


Tomb Raider King não é Solo Leveling.

Mas também seria ingenuidade fingir que as semelhanças não existem.

Os dois compartilham a mesma geração de webtoons coreanos, trabalham com protagonistas poderosos, evolução, fantasia, ação e uma estética visual que conversa diretamente entre si. A participação da REDICE Studio na adaptação em webtoon de Tomb Raider King, depois de seu enorme trabalho com Solo Leveling, torna a comparação ainda mais natural.

A diferença é que Tomb Raider King troca as masmorras por tumbas, o sistema de evolução por uma mistura de relíquias e conhecimento do futuro e a jornada de crescimento por uma história de vingança e dominação.

Então sim:

parece cópia.

tem cheiro de cópia.

anda como cópia.

Mas quando você olha melhor...

não é a mesma história.

É mais justo dizer que Tomb Raider King é um produto de uma mesma onda criativa que ajudou a transformar os webtoons coreanos em fenômenos globais.

Ou, para deixar o título da matéria mais honesto e provocador:

“Tomb Raider King copia Solo Leveling? Não exatamente — mas também não ajuda quando parece tanto.”

E essa discussão, sinceramente, ainda vai render muita treta nos comentários.

Poeta, Bacharel em Radio, TV E Vídeo, Estrela, Editor e Co-criador do Papo Blast, Especialista em piada ruim, Viciado em séries e filmes, está mais perdido que Lost e acredita que Sharknado é um clássico subestimado mas vocês não estão prontos para essa conversa.


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