Cinema

Crítica: Capitão América: Guerra Civil (ou Quem Vai Ficar Com Bucky?)

Ação e bom humor mostram porque é um dos filmes mais aguardados


Pegue o filme Capitão América: O Soldado Invernal, acrescente mais heróis, pancadaria do começo ao fim e jogue em escala global: o resultado é Capitão América: Guerra Civil. Finalmente chega ao Brasil o tão aguardado terceiro filme do herói.


Na trama, o Capitão América (Chris Evans) lidera a nova equipe dos Vingadores em uma missão que acaba resultando em um incidente internacional, causando danos consideráveis ao local. Como consequência do incidente, a pressão política sobre o grupo resulta na implementação de um sistema de controle sobre os Vingadores: o chamado Tratado de Sokovia, que determina que os heróis serão uma "força-tarefa" sob supervisão da ONU, que decidirá quando e se deverão chamá-los para atuar. Esse sistema divide opiniões entre a equipe: de um lado, o Capitão América, que é contra o controle da equipe pelo governo; do outro lado, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), que acha mais conveniente aceitar a decisão do governo. Inicia-se aí um confronto entre ex-aliados.
De que lado você está? #TimeCapitãoAmérica ou #TimeHomemdeFerro?
Seguindo a mesma linha do Soldado Invernal, o filme já começa pegando fogo e se mantém até o fim. Esqueça a ideia de que é um filme solo do Capitão América, o longa é um filme dos Vingadores com muito mais Vingadores que os dois primeiros filmes. A batalha no aeroporto é simplesmente algo que o espectador não vai querer piscar para não perder as melhores partes. Neste confronto, todos os personagens têm a sua chance de brilhar e nenhum fica em segundo plano: Capitão América, Homem de Ferro, Bucky (Sebastian Stan), Pantera Negra (Chadwick Boseman), Homem-Aranha (Tom Holland), Homem-Formiga (Paul Rudd), Visão (Paul Bettany) e todos os outros.
Da esquerda para a direita: Falcão, Gavião Arqueiro, Capitão América, Feiticeira Escarlate e Soldado Invernal
Vale ressaltar a evolução de alguns personagens, como a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen). Ela nem de longe se parece com aquela versão de menininha assustada que foi apresentada em Vingadores: Era de Ultron; ela está mais confiante e com um domínio maior de seus poderes. Falcão (Anthony Mackie) também é outro personagem que mostra um grande entrosamento com seus companheiros de equipe, e uma variada no seu equipamento que é bem útil durante o filme.
Herói contra herói

Capitão América (Steve Rogers)


Steve Rogers é o símbolo da bandeira americana, cheio de honra e dever, e não deixa um aliado na mão. No filme ele deixa bem claro que não aceita ser controlado e vai lutar até o fim por aquilo em que acredita. O filme inteiro narra a jornada do personagem, que busca ir pelo lado "certo" e teme se tornar obsoleto e ter que aposentar o manto. Quando seu amigo Bucky se torna alvo do governo, sua luta para defender o parceiro acaba tornando o herói um fugitivo e criminoso.

Homem de Ferro (Tony Stark)


Gênio, playboy, milionário e filantropo. Tony Stark diz uma frase interessante no segundo filme do Homem de Ferro: "Eu privatizei a paz mundial". Tal declaração já deixa claro qual lado ele tomará quando o governo pressioná-lo. Desde o terceiro filme é perceptível como a primeira aventura dos Vingadores mexeu com seu estado emocional, e quando as consequências pelos atos dos Vingadores em Sokovia chegam até ele, Tony não vê outra solução lógica a não ser aceitar o tratado estabelecido pela ONU, para mostrar que eles não estão acima da lei. Para Tony, os fins justificam os meios se é para "manter a lei". O herói se mostra em conflito o tempo todo em relação a entrar em confronto com o Capitão América.

Soldado Invernal (James Buchanan "Bucky" Barnes)


Bucky é apenas o estopim no confronto entre o Homem de Ferro e o Capitão América; após um atentado terrorista, o Soldado Invernal se torna alvo dos "Vingadores legalizados". Steve Rogers entra em ação para defender o amigo, enquanto Tony Stark quer levá-lo a uma prisão de segurança máxima. Após o final do segundo filme, Bucky vaga pelo mundo, fora do radar de todos; mas, após o atentado, é obrigado a sair do esconderijo para se salvar com a ajuda do Capitão América.

Pantera Negra (príncipe T'Challa)


É um dos personagens mais intrigantes do filme. O Pantera Negra luta movido pela sua vingança pessoal contra o assassino de seu pai, o rei T'chaka. A introdução do personagem é bem sucinta mas essencial à trama. Seu traje ficou bem desenhado e fiel aos quadrinhos, e as garras retráteis dão mais ênfase ao animal que ele representa.

Homem-Aranha (Peter Parker)


Esse é o personagem mais aguardado pelo público desde que foi anunciado sua participação no filme, e sua aparição faz jus a toda a expectativa. O Peter Parker deste filme é hilário, trazendo fielmente a verborragia e as piadas infames do herói nos quadrinhos enquanto está em cena. Embora a aparição do Aranha tenha sido maior do que os trailers demonstraram, sua ausência no terceiro ato do filme nos deixou esperando por mais.

Conclusão

Em resumo, Capitão América: Guerra Civil é praticamente um Vingadores 2.5, por trazer tantos heróis para a tela. Apesar de não chegar a ser uma grande surpresa como Guardiões da Galáxia (onde o espectador não sabia o que esperar de um grupo tão distante da linha de frente da editora), a ação constante, ritmo bem desenvolvido e as ótimas pitadas de humor garantem que este filme esteja entre os melhores filmes da Marvel Studios. Vale a pena assistir no cinema.

Capitão América: Guerra Civil estreia nos cinemas no dia 28 de abril de 2016.


Revisão: Gabriel Simonetti
Fabio Camilo é bacharel em Comunicação Social com especialização em Rádio, TV e Vídeo, roteirista, poeta, viciado/apaixonado por filmes, séries e quadrinhos, cansado de esperar pela carta de Hogwarts, agora treina para ser um sith ou uma chance de ser chamado para Hollywood.
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