Cinema

Crítica: Mogli: O Menino Lobo - Uma aventura com gostinho de infância

A melhor experiência 3D que você vai ter no cinema, com uma grandeza estonteante


3D no cinema sempre foi mais um caça-níquel do que arte. Os ingressos aumentam, e o filme de 180 minutos tem 10 segundos de 3D. Podia se notar a clara singularidade de Avatar nesse quesito, pois nunca alguém que se sentia tão imerso antes em um filme, com uma sensação de profundidade e um cenário "digital" tão vivo. Porém, lhe faltava roteiro. Com Mogli - O Menino Lobo de Jon Favreau, agora temos o pacote completo.


O novo filme da Disney de "live-action", só tem o menino Mogli de verdade, o resto é praticamente tudo CGI, e da melhor qualidade. Os cenários são deslumbrantes, e os animais são tao magníficos que só dá para perceber que são digitais quando eles falam. Levando o realismo ao máximo possível, os animais não são caricatos quanto no filme original da Disney de 1967. Eles convivem em harmonia, porém ali parece uma selva real. Não é um Rei Leão aonde os carnívoros leãos ficam brincando com as zebras. Existem "leis" que eles todos seguem, porém os grupos vivem separados.


Como de costume, vemos o Menino Lobo (Neel Sethi) com sua alcatéia, e tentando aprender a ser um lobo, apesar de ser chamado de "filho de homem" durante o filme. O universo apresentado é bonito, intocado pelo homem, e mostra uma floresta selvagem e perigosa, e apesar de ser um filme para crianças, existem muitas mensagens importantes para adultos, seguindo nesse quesito o mesmo padrão de Zootopia.

Bagheera, a pantera negra, é o narrador da história, o mentor de Mogli, e nos mantém informado sobre o que acontece e o que está acontecendo. Interpretado majestosamente por Ben Kingsley, um dos melhores personagens do longa. O elenco todo é composto por pessoas de peso: temos Idris Elba, no ameaçador tigre Shere Khan, Scarlett Johansson na hipnotizante Kaa, Lupita Nyong'o na acolhedora mãe adotiva de Mogli Raksha, Christopher Walken no ganancioso Rei Louie, e o incrível Bill Murray na pele de Baloo. É até difícil de apontar melhores ou piores aqui, pois com um elenco de estrelas como esse, é um show de interpretação para todos os lados, mesmo que seja só com a voz.


O enredo segue um pouco mais o livro original do que o clássico animado da Disney. É uma história sobre crescer, fazer o certo e ajudar as pessoas (?) sendo corajoso. Mas mesmo assim Jon Favreau fez questão de usar alguns elementos do desenho, inclusive músicas. Não é musical, mas temos em alguns momentos 2 das músicas originais, The Bare Necessities e I Wan'na Be Like You, que nas vozes dos monstros Bill Murray e Christopher Walken ficam perfeitas.

É uma experiência indispensável para fãs da Disney e no cinema a magia é muito maior. A sensação de grandeza permeia o filme todo, e os personagens são muito marcantes. É uma obra realmente divertida, engraçada e bonita. E um dos pouquíssimos filmes em que o 3D faz toda a diferença, gerando toda a imersão do filme.


Renato Dias escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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