AnimesMangás

5 lições que aprendemos com CardCaptor Sakura

2016 CardCaptor Sakura comemora seus 20 anos. Com isto, listamos 5 lições que o anime nos ensinou.

O ano de 2016 é especial para os fãs de “CardCaptor Sakura”, pois marca o aniversário de 20 anos do lançamento do primeiro capítulo do mangá do grupo CLAMP, comemorado com a chegada de um novo arco no mangá e de um novo anime a ser lançado no Japão. O mangá é um dos mais populares da CLAMP, tendo recebido uma primeira adaptação em anime no ano de 1998 e dois filmes animados. O anime fez sucesso no Brasil  durante o início da década de 2000 sob o nome de “Sakura Card Captors”, sendo exibido no Cartoon Network e posteriormente, na Rede Globo, enquanto o mangá foi lançado em 2001, com uma reedição em 2012.



Embora inicialmente o anime de CCS (sigla pela qual ficou conhecida a franquia entre os fãs brasileiros), fosse considerado um “anime de menina” por se tratar de um shoujo (tipo de mangá feminino, normalmente comercializado nas idades de 12 a 18 anos N.E), a história da jovem colegial que precisa capturar uma série de cartas chamadas Clow que possuem poderes mágicos se tornou uma febre entre pessoas de todos os gêneros e é lembrada com carinho até hoje. Como qualquer anime marcante, CCS trouxe diversos ensinamentos para os fãs, valendo relembrar alguns:

Sua família sempre confiará em você

Sakura é uma garota que sempre teve uma grande sorte em relação a família. Ainda que sua mãe tenha morrido quando ela ainda era muito pequena, seu pai e o irmão mais velho Touya estiveram junto dela e confiam inteiramente nela. Touya, inclusive, se mostra várias vezes como um irmão super-protetor – em especial no que diz respeito aos garotos que se interessam por sua irmã – mas que acredita no potencial da irmã para enfrentar qualquer coisa em sua perigosa missão, estando sempre pronto para auxiliá-la no que fosse possível. É claro que como irmão mais velho, ele não deixa de pertubar sua irmã, sendo essa uma das característica que torna a relação dos dois tão divertida.

Pode não parecer, mas Touya sempre confiou no poder de sua irmãzinha.


O amor pode se expressar de diversas formas

Muitas vezes em CCS a busca pelas cartas Clow ficava em segundo plano para que as histórias e dramas dos personagens pudessem se desenvolver, e por se tratar de um shoujo, essas tramas muitas vezes estavam relacionadas a dramas amorosos e afetivos. Graças a isto, o anime pode apresentar ao público uma série de relacionamentos e diversas expressões de amor. Além da já citada família de Sakura, havia o amor que Tomoyo, a melhor amiga da protagonista, sentia pela jovem caçadora de cartas (colocando a alegria da amiga muitas vezes em primeira plano), o amor idealizado de Sakura por Yukito e o melhor de todos: a relação de amor e ódio entre Yamazaki e Chiharu, uma vez que a garota não suportava as mentiras contadas pelo rapaz. O anime também mostrou a mudança de sentimentos de Syaoran por Sakura, que só foi entender que gostava da garota no quando o primeiro arco terminou – e a protagonista só foi perceber o amor do garoto por ela no fim do mangá/anime.

Às vezes queremos estrangular o amor.


As coisas nem sempre são o que parecem

O que motivou Sakura a ir em busca das cartas é o fato de que um grande desastre assolaria o mundo. É comum imaginar que esse desastre possa ser alguma catástrofe que vai retirar a vida de muitas pessoas ou destruir o mundo. Acontece que Sakura descobre que as cartas que captura se apegam às pessoas com as quais tem contato, com Sakura devendo conseguir controla-las para que ela possa viver junto delas e assim satisfazer os sentimentos de cada card. Caso Sakura não conseguisse realizar tal missão, todos aqueles que tiveram contato com uma carta perderiam seus mais fortes sentimentos, para que nenhuma pessoa ou carta sofresse. Ou seja, seria um desastre pessoal, algo que a menina jamais imaginaria e que só entenderia quando sentisse na pele. As coisas não são o que parecem ser em CCS, e isso vale para a vida de cada um também.

As cartas Clow demonstram sentimentos por Sakura.


Pessoas são muito complexas para serem classificadas em boas e más

Não há um vilão maligno em CCS. Yue é tido como um antagonista do primeiro arco, e Eriol o do segundo, mas nenhum dos dois são maus. Yue só desafia Sakura, por ser esta a missão que lhe foi concedida, enquanto Eriol testa a garota para que ela possa transformar as cartas Clow em cartas Sakura – e assim superar o mago Clow. No caso de Eriol, ele coloca toda a cidade de Tomoeda em perigo, o que não é muito louvável, mas ele nunca vê suas ações como uma forma de prejudicar as pessoas, e sim como uma maneira de testar e tornar Sakura a verdadeira mestra das cartas.

Eriol nunca foi mau... mesmo quando tentou fazer toda a cidade dormir para sempre.


Nós somos mais forte do que pensamos ser

Em dois momentos, CCS nos mostrou que nós podemos ser mais poderosos do que pensamos. Num primeiro momento, quando Sakura precisa capturar a carta Escuridão, ela descobre que a carta Luz estava dentro do coração dela desde o dia em que ela libertou as cartas do livro do mago Clow. A mensagem não é muito direta, mas demonstra que a luz dentro de nós pode vencer qualquer escuridão. Essa mesma mensagem vai aparecer no final do segundo arco, quando Sakura precisa fazer com que a Luz e a Escuridão se tornem cartas Sakura. Com o auxílio de Syaoran, Sakura despertar o grande poder dentro dela e finalmente consegue transformar as cartas, descobrindo possuir um poder maior do que imaginava.

Sakura sempre foi forte, ela só não sabia que era.


Pedro Vieira escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
Este texto não representa a opinião do GeekBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

Comentários

Google+
Facebook