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Geek & Game Rio Festival 2017: como foi o melhor evento geek do Rio de Janeiro

GGRF 2017 aconteceu nos dias 21, 22 e 23 abril



Não é novidade para ninguém que os eventos do mundo geek muitas vezes não acontecem no Rio de Janeiro, como é o caso da CCXP. Mas, para alegria dos geeks cariocas, o Geek & Game Rio Festival mudou esse cenário!


O Geek & Game Rio Festival aconteceu nos dias 21, 22 e 23 de abril, no Riocentro, e já mostrou, na primeira edição, que tem potencial para ser a irmã carioca da CCXP! Nós visitamos o evento e selecionamos os pontos fortes e fracos dessa primeira edição, confira:

Pontos fortes

O espaço é bom: O GGRF aconteceu no Riocentro, lugar já conhecido no Rio de Janeiro por sediar a Bienal. A escolha do Riocentro para sediar o evento, pela localização, foi muito justa, visto que muitos eventos costumam ocorrer no Centro e na Zona Sul, o que prejudica o acesso de pessoas que moram na Zona Norte ou na Baixada, por exemplo. Diferente da Bienal, o GGRF só ocupou um pavilhão, mas mesmo assim o espaço foi muito bem aproveitado: os corredores permitiam a locomoção fácil dentro do evento e teve espaço suficiente para vários ambientes diferentes, uma praça de alimentação com vários food trucks e banheiros suficientes para todo o público.

Programação: A programação certamente é o ponto mais alto do evento: o GGRF teve sua programação começando às 10 da manhã e indo até às 21 horas (menos no domingo, terminando às 19), com muitos programas interessantes, muitos deles inclusive com a presença de nomes importantes no cenário Geek. Nessa programação, tivemos painéis, palestras e apresentações interessantes no Hiker Station, vários Meet & Greet com personalidades aclamadas, disputas de Rainbow Six Siege, League of Legends e Counter Strike no Gamer Station, workshops pagos no GGRF Lab, o Art Way com a presença de artistas independentes talentosíssimos, o Board Game Alley para os fãs de jogos de tabuleiro, o Cosplay Awards e, por fim, o Little Heroes, um espaço para a criançada!

Personalidades importantes: a escolha dos artistas que fizeram parte da primeira edição do GGRF agradou vários públicos: para os fãs de canais de games, tivemos youtubers como o Zangado, a Malena, o Damieni e o Rato Borrachudo; para os fãs de podcasts, tivemos o pessoal do 99 Vidas, do Rapaduracast e do Matando Robôs Gigantes; para os fãs de literatura, tivemos Eduardo Spohr e Christie Golden; para os fãs de quadrinhos, tivemos David Lloyd e vários autores independentes como João Carpalhau, Renato Lima, Thiago Elcerdo, Roberta Araujo e Ota; para os fãs de games, tivemos Tim Schafer e vários times de e-Sports.

Stands: os stands do GGRF foram muito bem escolhidos, com muita variedade. O evento contou com stands de editoras famosas no universo geek: a Jambô, aclamadíssima no meio de RPG; a Comix Book Shop, uma das maiores (se não a maior) lojas de HQ, que infelizmente não tem sede no Rio de Janeiro; a Leya e a Record, duas editoras que não são exclusivamente dedicadas ao mundo geek mas que têm conquistado espaço nessa área; entre outras. Ao lado dessas editoras enormes, também havia vários stands de editoras menores e artistas independentes expondo no Art Way – possivelmente os melhores stands do evento, já que não é todo dia que se pode conversar com artistas talentosos e ainda levar para casa obras de artes autografadas. Além de stands de editoras, o GGRF também contou com stands de colecionáveis e stands de jogos, como os stands da Ubisoft, onde foi possível jogar Just Dance, e o stand da Bandai-Namco, com vários jogos disponíveis.


Pontos fracos

Acústica: durante o evento, havia programas acontecendo simultaneamente em ambientes diferentes, como os desfiles de cosplay, no Cosplay Awards, que aconteciam simultaneamente com alguns painéis no Hiker Station. Pela proximidade dos palcos, o áudio dos desfiles acabava incomodando e atrapalhando um pouco quem estava no Hiker Station, no canto direito, local mais próximo do palco onde estava acontecendo os desfiles.

Tradução simultânea: alguns painéis que contaram com nomes internacionais, como o da Christie Golden, precisaram contar com a tradução simultânea para que os não falantes de inglês compreendessem. Infelizmente, para os fãs que não compreendiam inglês, a tradução estava com muitos erros, como se fosse “tradução do Google”, e muitas falas ficaram confusas. Em certo momento da apresentação da Christie Golden, autora de livros do universo da Blizzard, a tradução simultânea trocou Blizzard por algo como “Bleazed” e Anduin, personagem importante no universo da Blizzard, por “Wendel”.


Com tantos pontos fortes e somente dois pontos fracos, a primeira edição do Geek & Game Rio Festival já mostrou que é um evento de peso. Para a primeira edição, com certeza podemos dizer que superou muito nossas expectativas!
Marcela Souto escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
Este texto não representa a opinião do GeekBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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