Cinema

Crítica: Z: A Cidade Perdida - Indiana Jones dramático

Filme conta uma história interessante, porém cansativa


Z: A Cidade Perdida traz a história do explorador Percy Fawcett ( Charlie Hunnam), um inglês que fez diversas missões exploratórias pela América Latina, acompanhado por Henry Costin (Robert Pattinson) e  do filho Jack Fawcett (Tom Holland). Percy foi um homem obstinado a provar a existência de uma civilização escondida, apelidada por ele de Z.

Nem Jungle movie, nem drama

À primeira vista, o longa tem uma cara de Jungle Movie, aqueles filmes com diversas aventuras dentro de matas, com diversos perigos, como um Indiana Jones, por exemplo, porém não possui ação o suficiente para ser descrito assim, nem drama suficiente também. Há uma troca constante entre ação e drama. Funciona muito bem nas primeiras vezes porém, depois de algumas indas e vindas da América Latina, torna-se cansativo e cada vez mais corrido.

Um Charlie Humman diferente

Charlie Humman entrega uma atuação competente, onde finalmente consegue "disfarçar" seus clássicos trejeitos, muito presentes em Sons of Anarchy e no recente Rei Arthur. Ele interpreta um explorador dedicado, sem se entregar à loucura pelo seus desejos, o que pode dar a impressão de uma falsa motivação do personagem.

Robert Pattinson amadurecido

Robert Pattinson, imortalizado pelos filmes da série Crepúsculo, e constantemente julgado por ser um ator mediano, aparece quase irreconhecível, seja pela aparência mais velha e com barba, seja por uma atuação na medida certa. Pattinson, no papel de coadjuvante, migra muito bem dos alívios cômicos às sequências de ação, algumas vezes roubando a cena, conseguindo ser tão carismático quanto o protagonista, ficando facilmente entre um dos pontos mais fortes do filme.

Motivações dos personagens

Como comentado anteriormente, o filme peca nas motivações de alguns personagens. Começando pela esposa de Fawcett, interpretada por Sienna Miller, que é apresentada como uma mulher forte e contestadora do machismo de sua época. Porém, ao longo do filme, perde qualquer força e aceita totalmente a situação, desperdiçando todo seu potencial, ficando um desejo por parte do espectador de "quero mais". Por último, mas não menos importante, Tom Holland entrega um bom personagem, porém que sofre de problemas de motivação.

Conclusão

Z: A Cidade Perdida é um filme interessante, que tem seus méritos por tentar contar histórias de exploração de uma maneira diferente. No entanto, o longo tempo que o filme tenta retratar parece ser um de seus principais problemas, entregando diversos personagens bons mas sem motivação aparente ou convincente. A constante troca entre cenas de ação de Jungle Movie e de drama funciona por um tempo, mas cansa ao longo das mais de 2 horas de filme.

Ficha Técnica

Nome: Z: A Cidade Perdida
Nome Original: The Lost City of Z
Origem: EUA
Ano de produção: 2016
Lançamento: 1 de junho de 2017
Gênero: Ação, Drama
Classificação: 12 anos
Direção: James Gray
Elenco: Charlie Hunnam, Robert Pattinson, Tom Holland
Murilo Henrique Sanches escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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