Séries

Crônica: 14 anos depois, eu finalmente comecei a assistir Lost

Movido pela curiosidade, um jovem de 18 anos começa sua jornada rumo ao desconhecido na série que, literalmente, parou o mundo 14 anos atrás


J.J. Abrams. Atualmente, se você ouve esse nome, muitos, inicialmente, podem lembrar de seus trabalhos na nova safra de filmes de Star Wars e Star Trek, ou até mesmo de sua mais nova produção para as telinhas, Westworld. Mas se falam esse nome para mim, eu me lembro de Fringe, Revolution, Alias, Person Of Interest e, principalmente, Lost, talvez a série mais badalada de toda essa lista. Quase 2 anos depois de ter assistido Fringe, um pouco de Person e ler relatos de como os fãs eram loucos e teoristas conspiratórios devotos, eu finalmente resolvi começar a ver a produção da ilha movido pela curiosidade sobre o que fez a série ser o que ela era e o que ela representa hoje.


Para aqueles que não sabem do que estou falando...


Se você não sabe do que estou falando (pare imediatamente de ler esse texto e vá assistir ao piloto), Lost foi uma série produzida pela Bad Robot, a produtora do J.J. Abrams, para o canal americano ABC exibida originalmente entre 2004 e 2010. No Brasil, o AXN e o extinto Sony Spin foram responsáveis pela exibição da série na TV fechada e a Rede Globo na TV aberta (vale salientar que foi umas das poucas séries que a Globo exibiu do começo ao fim). No presente momento, o canal fechado TBS exibe maratonas de 4 episódios todas as sextas pela manhã.

Aquele elenco lindo e maravilhoso da primeira temporada,
onde todo mundo era inocente e ninguém preveu o que aconteceria.

Resumidamente, a série conta sobre 48 sobreviventes de um desastre aéreo devido a uma turbulência num voô que ia de Sydney, Australia, para Los Angeles. Focada inicialmente nos relacionamentos entre os sobreviventes e na busca pela sobrevivência em si, logo no piloto já se descobre que a Ilha tem mais mistérios do que qualquer um possa imaginar.

O que realmente importa


No atual momento, minha mãe e eu (sim, a minha mãe assistiu Lost na época que passava na Globo e está assistindo comigo pela Netflix) (eu estou tão surpreso quanto você deve estar) ainda estamos na primeira temporada. A gente decidiu não fazer maratona/bingewatch da série, uma maneira de emular o que os espectadores sentiram na transmissão original.

Assistir um ou dois episódios de cada vez nos fez bem. Permitiu que processemos cada acontecimento sem pressa e vivêssemos nossas vidas, mas sem deixar de ser um pouco obcecados e ansiosos pelo próximo episódio. Se já estamos nessa situação na primeira temporada, imagina quando chegar os flashforwards, flashsideways, Iniciativa DHARMA, todas as coisas loucas que se passa na cabeça quando se fala em Lost.

Obrigado Netflix!!!
(Imagem meramente ilustrativa)

O lado bom da primeira temporada é a exploração das relações humanas. É como se fosse uma preparação para evitar possíveis frustrações quanto ao series finale e a temporada final como um todo. Eu admito, eu não me aguentei e já li um monte de coisa, desde um pouco de cada um dos 127 mistérios listados pela LOSTpedia até os eventos de um "universo expandido" para elevar ainda mais o interesse dos fãs pela trama. Quem não se lembra da Lost University, Find 815, The Lost Experience ou até mesmo aquele jogo meia boca que tem para o Xbox 360?

Eu acreditava que, por assistir fora de época, num tempo onde bingewatch, internet de alta velocidade e acompanhar 6 a 7 séries por semana é algo comum até demais, Lost seria uma experiência desinteressante, datada. Ainda bem que eu estava errado. Agora com licença que os números não vão se digitar sozinhos a cada 108 minutos (entendedores entenderão).

LOST: uma viagem atrás da outra.
E como assim a Rebecca Mader já participou da série?
Se bem que até o Rodrigo Santoro já participou, então né...
Gian Luca escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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