Cinema

Critica: Bohemian Rhapsody um tributo a Freddie Mercury

Filme conta traumas de Mercury e formação da banda mas deixa ressalvas ao roteiro e montagem do filme.



Finalmente, após um longo tempo de espera, chega aos cinemas o filme Bohemian Rhapsody  longa-metragem que conta a historia da banda Queen e de seu vocalista Freddie Mercury.


Na história, Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros, Brian May, Roger Taylor e John Deacon mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.


O filme é um longo projeto dos ex-integrantes da banda Brian May Roger Taylor. E ouve vários nomes envolvidos  e outros roteiros alternativos. Vemos no cinema  um pouco dessa diversidade de equipe e produção, mas isso não chega a atrapalhar o filme totalmente, e consegue te mostrar passagens marcantes da Banda.


Freddie Mercury está sempre em foco e vemos tudo em seu ponto de vista. Não que os outros personagens não são expressivos, ele são e funcionam no filme mas sem duvida o foco do filme fica em torno da personalidade de Freddie.

Freddie Mercury/Rami Malek 



Um dos motivos do filme demorar tanto para sair do papel, foi a escolha para o papel principal, até que Rami Malek assumiu o papel e não soltou mais. Ele te entrega uma atuação segura, melhor dizendo ele realmente sabia que personagem ele iria mostrar.


O trabalho do ator foi extremamente calculado nos trejeitos de Freddie, com os gestos e até mesmo a maneira que ele escondia seu dentes. Os momentos mais particulares do astro, aqueles que não saíram nos jornais ou em biografias, sentimos uma estranheza porque não saber como Mercury, a grande estrela, agiria mas logo Rami te lembra que ainda é o Freddie que está em cena.

O Freddie Mercury que vemos no filme é aquele astro que conhecemos mas também o solitário vocalista que sempre está buscando companhia. A personagem de Lucy Boynton, a amiga e ex-parceira de cantor Mary Austin, que é mostrada como um grande apoio do ídolo e vemos o significado da música Love Of My Life se concretizando.


Roteiro e mudança na direção 



Os momentos mais estranhos da produção se deve ao que falei lá no começo: as mudanças de produção e direção que acaba deixando momentos estranhos no filme.


Quando a produção se iniciou, Bryan Singer sabia o que ele iria mostrar e/ou não mostrar, como ele contaria a história, e essas decisões do diretor, estão bem visíveis no filme. Já falamos aqui no site o amor e o quanto Bryan é fã da banda(Ver Mais), e talvez por Singer não estar na pós-produção do longa, algumas escolhas não seguem a ideia do filme, principalmente na metade onde a trama não flui bem, muito por ter um roteiro razoável que tenta deixar uma cena mais marcante ao invés de deixar ela rolar naturalmente.

Outra ressalva foi a liberdade de criação da história.  Claro outros filmes biográficos não são 100%  fatos mas existem momentos marcantes do Queen que foram alterados e quem é fã pode se sentir incomodado.


Conclusão 


O filme Bohemian Rhapsody conta uma boa historia que, para os fãs, será uma grande homenagem e, para os curiosos,  a vida de Freddie Mercury será uma prato cheio onde se satisfará e sairá do cinema um fã. Sim o roteiro falha em alguns momentos e algumas cenas não são bem executadas na edição e montagem. Mas o filme tem grandes momentos que te fazem esquecer isso (se quiser) e apenas curtir como se fosse uma música do Queen. Outro ponto positivo é o elenco coadjuvantemente do filme, eles funcionam. Diria até que os outros membros da banda são minha parte favorita. Sem duvida você ira sair do cinema assim.


Ficha Técnica


Titulo: Bohemian Rhapsody
Data de lançamento: 1 de novembro de 2018
Direção: Bryan Singer
Gêneros: Biografia, Drama
Nacionalidade: EUA
Tempo: 2h e 15min
ElencoRami Malek, Ben Hardy, Joseph Mazzello, Gwilym Lee, Mike Myers, Lucy Boynton, Aidan Gillen, Allen Leech,  Tom Hollander, Aaron Mccusker. 




    

Murilo Barroso escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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