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George Clooney defende Mark Ruffalo e questiona fusão da Paramount com Warner Bros.

George Clooney saiu em defesa de Mark Ruffalo e criticou a fusão de US$ 111 bilhões entre Paramount e Warner Bros. Discovery.


A disputa em torno da gigantesca fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery ganhou mais um nome de peso em Hollywood. Durante uma coletiva no Festival de Cinema de Veneza, George Clooney saiu em defesa de Mark Ruffalo e questionou os possíveis impactos da operação que pode transformar o mercado audiovisual americano.


Ruffalo vem sendo uma das principais vozes de Hollywood contra a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, negócio estimado em US$ 111 bilhões. A posição do ator acabou provocando uma reação pesada da Paramount, que acusou Ruffalo de recorrer a “tropos antissemitas” ao criticar a família Ellison e suas conexões empresariais e políticas.

Agora, Clooney decidiu colocar seu nome na discussão.

Clooney questiona concentração de poder em Hollywood


Embora tenha evitado transformar sua participação em um manifesto político, George Clooney deixou claro que entende as preocupações de Ruffalo sobre a concentração de poder na indústria.

A fusão proposta colocaria sob o mesmo grupo um gigantesco conjunto de propriedades, incluindo Paramount Pictures, CBS, Nickelodeon, MTV, Warner Bros., HBO e CNN, entre outras marcas.

Para críticos do negócio, o problema não é simplesmente a criação de uma empresa maior, mas o fato de que uma única companhia passaria a controlar uma parcela ainda maior da produção, distribuição e circulação de conteúdo audiovisual.

Essa é justamente uma das principais críticas feitas por Ruffalo e por milhares de profissionais de Hollywood que já assinaram manifestações contra a operação. Em abril, mais de mil nomes da indústria haviam aderido a uma carta pedindo o bloqueio da fusão; posteriormente, a campanha ultrapassou 4 mil assinaturas.

Mark Ruffalo virou o principal rosto da oposição


Ruffalo não está apenas criticando o tamanho da negociação. O ator também questionou publicamente as relações entre a família Ellison, a Oracle e Israel, argumentando que questões políticas e tecnológicas estariam relacionadas ao futuro controle de grandes veículos de comunicação.

A Paramount respondeu acusando o ator de utilizar argumentos que considerou antissemitas. Ruffalo rejeitou a acusação e afirmou que suas críticas eram direcionadas às ações de governos, empresas e executivos, e não ao povo judeu.

A reação acabou ampliando ainda mais a discussão.

Nos últimos dias, diversos artistas e profissionais da indústria se manifestaram em defesa do ator. Uma carta aberta assinada por mais de 170 figuras judias do entretenimento e de outras áreas classificou as acusações contra Ruffalo como uma tentativa de deslegitimar suas críticas. Entre os nomes estão Joaquin Phoenix, Joel Coen, Todd Haynes, Tony Kushner, Hannah Einbinder e Wallace Shawn.

George Clooney não está sozinho


Clooney se junta a uma lista cada vez maior de personalidades que demonstram preocupação com a concentração de empresas de mídia.

Jane Fonda também saiu publicamente em defesa de Ruffalo e afirmou que acusações de antissemitismo não deveriam ser utilizadas para silenciar críticas políticas legítimas.

O debate também ultrapassou Hollywood e chegou aos tribunais. Procuradores-gerais de diversos estados americanos estão contestando a operação por questões antitruste, enquanto a Paramount tenta encontrar uma solução que permita concluir a aquisição.

O acordo, portanto, está longe de ser apenas uma negociação empresarial. Ele envolve questões de concorrência, empregos, produção cinematográfica, liberdade editorial e o futuro de algumas das maiores marcas do entretenimento mundial.

Uma fusão que pode mudar Hollywood


A preocupação de Clooney e Ruffalo resume uma discussão que vem crescendo dentro da indústria: até onde pode chegar a concentração de poder em Hollywood?

A Paramount defende que a união criaria uma empresa mais forte e capaz de investir em mais produções, enquanto seus opositores argumentam que juntar dois gigantes pode resultar justamente no contrário: menos concorrência, menos empregos e menos espaço para diferentes vozes e projetos.

E existe uma ironia difícil de ignorar: Hollywood passou décadas contando histórias sobre corporações gigantescas que controlam tudo. Agora, os próprios profissionais da indústria estão discutindo se não estão ajudando a criar uma versão real desse roteiro.

No caso da fusão Paramount-Warner Bros., porém, ainda falta descobrir quem vai escrever o final.

George Clooney já escolheu o lado da discussão. E Mark Ruffalo ganhou mais um Hulk para a briga.

Fonte: Variety

Poeta, Bacharel em Radio, TV E Vídeo, Estrela, Editor e Co-criador do Papo Blast, Especialista em piada ruim, Viciado em séries e filmes, está mais perdido que Lost e acredita que Sharknado é um clássico subestimado mas vocês não estão prontos para essa conversa.


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