Pedro Pascal já enfrentou zumbis em The Last of Us, gladiadores em Gladiador II e os perigos de Westeros em Game of Thrones. Mas, para o ator, um dos maiores desafios de sua carreira não envolveu espadas, monstros ou cenas de ação: aprender a tocar violoncelo de maneira convincente para seu novo filme, Behemoth!.
Em conversa com a Variety, Pascal falou sobre o trabalho no drama dirigido por Tony Gilroy e sobre a exigência de interpretar um músico profissional. O desafio chega em um momento movimentado para o ator, que também se prepara para voltar ao Universo Cinematográfico da Marvel como Reed Richards em Vingadores: Doutor Destino.
O violoncelo deu mais trabalho que as cenas de ação
Em Behemoth!, Pascal interpreta Alex Serian, um violoncelista talentoso que retorna a Los Angeles depois de quase duas décadas em turnê. Ao reencontrar a cidade e se aproximar do universo das trilhas sonoras de cinema, o personagem precisa lidar com questões pessoais, familiares e profissionais.
Para tornar a atuação convincente, Pascal precisou aprender os fundamentos do instrumento e trabalhar sua postura, seus movimentos e a maneira de tocar. O ator já havia enfrentado exigências físicas em outros projetos, mas a preparação musical apresentou uma dificuldade de natureza diferente.
Em entrevista à Reuters durante a estreia do filme no Festival de Cinema de Londres, em outubro, Pascal afirmou que preferiria enfrentar novamente A Montanha, de Game of Thrones, a ter de aprender violoncelo de maneira convincente outra vez. Ele também brincou que preferiria ser jogado de um penhasco com Nicolas Cage.
A declaração mostra o tamanho do desafio: não bastava segurar o instrumento diante das câmeras. Era preciso transmitir a naturalidade de alguém que passou anos desenvolvendo uma habilidade musical.
Behemoth! é uma homenagem aos músicos por trás dos filmes
Dirigido por Tony Gilroy, conhecido por Andor e Rogue One: Uma História Star Wars, Behemoth! também pretende lançar luz sobre uma profissão que costuma ficar em segundo plano para o público: a dos músicos responsáveis por gravar trilhas sonoras cinematográficas.
O filme acompanha o universo dos profissionais que ajudam a transformar imagens em experiências emocionais por meio da música. Embora o espectador reconheça facilmente uma trilha marcante, raramente conhece as pessoas e o trabalho coletivo envolvidos em sua criação.
A proposta tem uma ligação com a própria trajetória de Gilroy, que já trabalhou em produções nas quais a música orquestral desempenha papel fundamental. Em Behemoth!, esse ambiente não serve apenas como pano de fundo: ele integra a identidade do protagonista e o conflito da história.
O elenco também conta com Eva Victor e Will Arnett, que contracenam com Pascal nesse drama sobre música, família e legado.
De Behemoth! a Vingadores: Doutor Destino
O novo filme também evidencia a variedade de projetos que marcam a carreira recente de Pascal. De um drama intimista centrado em um músico a uma superprodução de heróis, o ator transita entre personagens que exigem registros muito diferentes.
Em Vingadores: Doutor Destino, ele retorna como Reed Richards, o Senhor Fantástico, líder do Quarteto Fantástico. O longa reúne personagens de diferentes núcleos da Marvel em uma ameaça de grandes proporções, com Robert Downey Jr. interpretando Victor von Doom, o Doutor Destino.
A produção tem estreia prevista para 18 de dezembro de 2026 nos cinemas. Já Behemoth! tem lançamento nos Estados Unidos marcado para 4 de dezembro de 2026.
Embora os dois filmes ocupem espaços bem diferentes, ambos dependem da capacidade do ator de dar vida a personagens com habilidades específicas e mundos próprios. Se em um projeto Pascal precisa convencer como músico, no outro ele retorna ao universo dos super-heróis e à ciência fantástica de Reed Richards.
Um desafio que vai além de decorar falas
A preparação para Behemoth! é um lembrete de que a atuação também envolve aprender gestos, técnicas e linguagens que o público talvez não saiba avaliar conscientemente, mas percebe quando parecem artificiais.
Para Pascal, o violoncelo representou uma dificuldade maior do que muitas das exigências físicas de seus trabalhos anteriores. O resultado poderá ser conferido quando o filme chegar aos cinemas, trazendo para o centro da narrativa os músicos que ajudam a dar identidade emocional às produções de Hollywood.
E você, qual trabalho de Pedro Pascal mais chamou sua atenção: o Joel de The Last of Us, o Reed Richards da Marvel ou essa transformação em músico em Behemoth!?
Fontes:
Variety — Pedro Pascal fala sobre Behemoth! e seus projetos
Reuters/UOL — Pedro Pascal diz que aprender violoncelo foi mais difícil que cenas de batalha de Game of Thrones
Vanity Fair — Pedro Pascal fala sobre seu papel principal em Behemoth!
Marvel — informações sobre Vingadores: Doutor Destino



