Hollywood encontrou um novo tipo de vilão: o bilionário da tecnologia. E, entre os nomes que chegam às telas neste ano, Mark Zuckerberg talvez seja o personagem mais conhecido.
Em The Social Reckoning, novo filme escrito e dirigido por Aaron Sorkin, Zuckerberg volta ao centro da história que começou com A Rede Social, de 2010. Desta vez, porém, o personagem ganha uma abordagem muito mais próxima da figura de antagonista.
Quem assume o papel é Jeremy Strong, substituindo Jesse Eisenberg, que interpretou Zuckerberg no primeiro filme. Hollywood Reporter
Do criador do Facebook ao antagonista
A nova produção não reconta a criação do Facebook. A história se passa anos depois e é inspirada nos chamados Facebook Files, investigação do Wall Street Journal baseada em documentos e informações reveladas pela ex-funcionária Frances Haugen.
Haugen é interpretada por Mikey Madison, enquanto Jeremy Allen White vive o jornalista Jeff Horwitz, responsável por investigar o caso.
A trama acompanha Haugen enquanto ela decide expor informações internas da empresa e procura ajuda para tornar público o que descobriu.
Zuckerberg, interpretado por Strong, aparece do outro lado desse conflito.
Jeremy Strong não quis simplesmente imitar Jesse Eisenberg
Strong chegou a conversar diretamente com Zuckerberg antes de assumir o personagem. O ator chegou a enviar um e-mail ao fundador do Facebook explicando que levava a responsabilidade de interpretá-lo a sério. Zuckerberg respondeu, embora Strong tenha preferido não revelar o conteúdo da mensagem.
O resultado também pretende ser bem diferente da interpretação de Eisenberg.
Se o Zuckerberg de A Rede Social era apresentado como um jovem brilhante, socialmente desconfortável e obcecado pela criação de sua plataforma, The Social Reckoning mostra um homem que agora controla uma das empresas mais poderosas do planeta.
A escala mudou.
E o personagem também.
Hollywood descobriu seu novo vilão
O interessante é que The Social Reckoning não está sozinho nessa tendência.
2026 colocou bilionários e executivos de tecnologia no centro de várias produções, incluindo filmes sobre Elon Musk e Sam Altman. A própria indústria parece cada vez mais interessada em transformar o poder exercido por esses empresários em matéria-prima para o cinema.
No caso de Zuckerberg, existe ainda um elemento particularmente curioso: ele já foi personagem de um filme extremamente premiado sobre sua própria trajetória.
Agora, 16 anos depois, Hollywood está voltando ao mesmo personagem para perguntar algo bem diferente: o que aconteceu depois que ele venceu?
The Social Reckoning estreia nos cinemas em 9 de outubro de 2026.
E dessa vez Zuckerberg não está tentando criar uma rede social.
Ele está tentando sobreviver ao roteiro.
Fonte: The Hollywood Reporter, Sony Pictures e Variety.



