Cinema

Crítica: X-Men: Apocalipse - O fim dos tempos chegou

O filme até que é bom, mas vilão não surpreende


X-Men: Apocalipse, um filme meio desacreditado devido às primeiras imagens divulgadas, principalmente do vilão. O filme é divertido e consegue ser melhor que o antecessor X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e, mais uma vez, o Mercúrio rouba a cena.

Na trama, En Sabah Nur, também conhecido como Apocalipse (Oscar Isaac - Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força), é o mutante mais antigo que existe. Após milhares de anos, ele desperta disposto a garantir que sua supremacia predomine exterminando a humanidade. Apocalipse escolhe quatro seres poderosos para serem seus "Cavaleiros": Magneto (Michael Fassbender), Psylocke (Olivia Munn), Anjo (Ben Hardy) e Tempestade (Alexandre Shipp). Em contrapartida, o professor Charles Xavier (James McAvoy) depende de uma equipe de novos e inexperientes alunos para lutar, entre eles: Jean Grey (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan) e Noturno (Kodi Smit-McPhee). E alguns personagens mais conhecidos como Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult) e Mercúrio (Evan Peters) para tentar impedir os planos do vilão.
Mística lutando contra Apocalipse
O filme tem um roteiro até que bem estruturado onde introduz de maneira sucinta os novos personagens, mas uma coisa que chega a ser meio incômoda é que os personagens não envelheceram cerca de vinte anos em relação ao Xmen: Primeira Classe (o professor X parece ser mais velho em Dias de um Futuro Esquecido), Alex Summers no filme Primeira Classe parece um adolescente em 1962, em X-men: Apocalipse ele aparenta ser apenas uns dois ou três anos mais velho que seu irmão Scott, e o filme se passa em 1983 (nas HQs, Scott é o irmão mais velho - não que isso atrapalhe na trama, fica mais a nível de curiosidade). A trilha sonora é sensacional com destaque para as músicas The Four Horsemen (Metallica) e Sweet Dreams (Are Made Of This) - (Eurythmics).

Os Personagens

No decorrer da produção foram divulgados vários personagens que estariam presente no filme como Jubileu (Lana Condor) que teve uma mínima participação na história e, não faz a menor diferença para a trama. Noturno é o que se espera do azulão desde a aparição do personagem no segundo filme da franquia X-Men, ele é ágil e suas cenas de luta são bem sincronizadas, mesmo sendo somente contra um personagem em específico.
Acima da esquerda para a direita: Noturno, Tempestade, Jubileu
Embaixo: Mística, Jean Grey e Ciclope

Scott Summers, o Ciclope, desempenha bem seu papel de adolescente sem controle dos poderes tentando se encaixar no mundo. Jean Grey, a personagem tem seus momentos bons em tela mas, na maior parte, você vê a Sansa Stark sem sotaque britânico e com poderes (impossível não fazer essa comparação), a personagem tem um destaque muito importante (pelo menos para mim) na luta final contra o vilão, ali ela mostra para que veio lutar.

Tirando Magneto, os outros três "Cavaleiros" do Apocalipse são os mais irrelevantes possíveis, chega a lembrar os vilões de X-Men: O Confronto Final. O visual dos personagens ficou muito bom, a estilização do Anjo, antes das asas ficarem metálicas, tem uma aparência mais tenra com cabelos cacheados e sendo obrigado a lutar para sobreviver. Sua estética muda quando ele se rende ao vilão, seus cabelos mudam de cor, suas asas viram metálicas que atiram penas como lâminas (ele só não fica azul como nos quadrinhos). Psylocke também está bem estilizada, quando ela usa a Katana psíquica, fica bem desenvolvida até ela criar um chicote psíquico, após isso a personagem pode ser esquecida.
Os Cavaleiros do Apocalipse

Mercúrio mais uma vez é o que tem de melhor no filme, o apelo cômico que o personagem traz lembra da participação do Homem-Aranha em Capitão América: Guerra Civil (veja nossa crítica aqui). A cena em que ele aparece no Instituto Xavier é hilária e beira o absurdo de como o personagem é rápido.

Não vou postar a cena aqui para não divulgar spoilers do filme mas, deixarei um vídeo de como foi feita a cena:


O Vilão

En Sabah Nur é um vilão que não faz nada. O tempo todo, no filme, ele fala que vai "purificar" o planeta e não executa seus planos, quem faz todo o trabalho é o Magneto. Quando você vê o vilão nos quadrinhos ele é imponente, forte, quase indestrutível. No filme para classificar este vilão a nota máxima seria "medíocre". Personagem mal desenvolvido, não empolga e, a melhor cena dele onde o espectador teria uma noção do quão poderoso ele é, não passa de uma ilusão.
Um plongée para dar imponência ao personagem

Conclusão

X-Men: Apocalipse, é melhor que o antecessor, mas ainda assim está longe de ser um filme perfeito. Brian Singer não consegue repetir o que ele fez no X-Men II que, na minha opinião, é o melhor de toda a franquia X-Men. A melhor sacada é a cena pós-crédito que foi feita para os leitores de quadrinhos porque a referência é sucinta e bem old-school. Enfim, X-Men: Apocalipse é um filme que vale a pena conferir no cinema mas não espere por uma experiência única de entretenimento.
Fabio Camilo é bacharel em Comunicação Social com especialização em Rádio, TV e Vídeo, roteirista, poeta, viciado/apaixonado por filmes, séries e quadrinhos, cansado de esperar pela carta de Hogwarts, agora treina para ser um sith ou uma chance de ser chamado para Hollywood.
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