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Representatividade LGBT: 9 séries com personagens que amamos

A representatividade através de personagens LGBT importa - e muito!


Em comemoração ao mês do Orgulho LGBT, comemorado ao redor do mundo, o Geekblast destaca alguns dos personagens que amamos e estão presentes nas séries norte-americanas de maior sucesso. Para a nossa escolha, levamos em conta personagens que de fato chegam próximos da realidade: um personagem bem construído e elaborado, cuja sexualidade é um mero detalhe. Deixamos de fora aqueles que são apenas uma caricatura da realidade, pois nós como habitantes do século XXI e pessoas inteligentes estamos cansados de saber que a orientação sexual não define a personalidade nem o caráter de alguém - e muito menos deve ser usado como 'piada', nem mesmo nos programas de TV. Confira se o seu personagem representante LGBT está em nossa lista!

Kurt - Glee


Glee pode ter os seus defeitos, mas quando o assunto é representatividade a série dá um show. Não só com Kurt, como também Blaine e Santana, por exemplo. A série trata sem clichês as diferentes orientações sexuais desde o início até o fim, rendando boas cenas reflexivas, como a emocionante conversa entre Kurt e seu pai, momento que o garoto assume ser gay.



Max - Happy Endings


Apesar de tratar de uma série de comédia, Happy Endings não usa do caminho fácil - e banal - de colocar piadinhas de péssimo gosto sobre a sexualidade de Max. Na verdade, a questão ao menos é tratada abertamente com um escândalo ou surpresa dos amigos com o personagem revelando ser gay. A série retrata, com realidade, a naturalidade que as coisas acontecem. Ninguém questiona ou fica anunciando ser hétero, o mesmo ocorre com os gays. E, nessa série, é exatamente com essa naturalidade e incrível bom gosto que o assunto é tratado. Max, por si só, é engraçado e uma das válvulas de escape dos poucos momentos tensos que ocorrem na série, mas nunca utiliza de sua sexualidade para tanto. É bonito de ver.

Piper - Orange is the New Black


Entre os LGBT tem uma sigla que é bastante esquecida no assunto: os b! São poucos os personagens bissexuais da televisão. Há quem diga: mas a 13, de House, teve destaque. Certo, mas não foi bem trabalhada, sendo que este fato nem foi explorado de fato na trama. Piper, no entanto, é uma das poucas personagens que além de estar presente é a protagonista da série. A Netflix não economizou na representatividade em Orange, pois também há transsexuais, gays e lésbicas na trama - como a querida Poussey, que teve grande destaque na quarta temporada da série.

Maura - Transparent


A Amazon Prime Video não fica atrás em suas produções. Prova disso é Transparent, que chegou com toda a divulgação e força que uma série necessita e sem rodeios: a protagonista é uma mulher trans chamada Maura. Ela assume a identidade como mulher e a série demonstra, sem clichês, os impactos que isso causa na vida da personagem e do envolvimento com a própria família.

Lena e Stef - The Fosters


The Fosters, por si só, é uma série cujo sinônimo é representatividade. De todos os tipos. O casal Lena e Stef são a prova viva do amor entre pessoas do mesmo sexo. Elas comandam uma casa com três filhos e, logo na primeira temporada, adotam outros dois para fazer parte da trupe. As crianças, com todos os tipos de representatividade imagináveis, demonstram o cotidiano de uma família moderna e os efeitos que isso causa na sociedade onde estão inseridos. Vale a pena assistir!

Smithers - Os Simpsons


Foram necessárias 27 temporadas para que o braço direito do Sr. Burns assumisse a sexualidade. Apesar dos boatos, indícios e insinuações em diversas temporadas anteriores, o personagem somente 'saiu do armário' após notar ser importante para a luta contra a homofobia nos Estados Unidos, juntando-se a militantes da causa pró-gay.



Callie - Grey's Anatomy


Uma das personagens mais bem construídas de Grey's Anatomy é, sem dúvida, Callie. No início ela "corre por fora" dos protagonistas, mas cresce tanto quanto eles. No decorrer das temporadas, ganha espaço, destaque, protagonismo e vira personagem obrigatório no Grey Sloan Memorial Hospital. A sexualidade da personagem é tratada de forma natural, como em todas as séries de Shonda Rimes (como o Connor, em How to Get Away With Murder). O envolvimento de Callie com Arizona, médica pediatra do hospital, é um dos grandes destaques de toda a trama, que passa aos telespectadores, com muita naturalidade, as nuances do amor - do começo ao fim. Impossível não se apaixonar por Callie.

Patrick - Looking


A HBO investiu na trama que conta a história de três amigos gays que vivem em São Francisco. Apesar disso, o seriado foi cancelado após a segunda temporada. Para não deixar os fãs sem final, a emissora fez um filme com o desfecho do personagem. Um dos protagonistas é Patrick, um jovem adulto tímido que tem que arcar com as consequências de suas escolhas ao amadurecer, morar com amigos e tentar dar rumo a sua conturbada vida amorosa.

Nomi, Amanita, Lito e Hernando - Sense8


É impossível falar de representatividade sem citar Sense8. A série recém cancelada pela Netflix dá um show de abertura aos temas LGBT e demonstra as dificuldades enfrentadas pelos personagens por conta do preconceito existente com a orientação sexual de cada um deles. Nomi, mulher trans é afastada pelos pais e se afasta para evitar maiores sofrimentos. Ela encontra o amor em Amanita, uma jovem bissexual que tem três pais e uma mãe (poliamor). Uma complementa a outra e serve de apoio em momentos complicados que as personagens passam no decorrer dos episódios. Já Lito, um ator famoso do México, sofre boicote das empresas cinematográficas ao descobrirem que ele é gay. Seu namorado, Hernando, professor universitário, também sofre represálias quando uma foto íntima do momento do casal vaza e chega até os alunos. Em todos os momentos, os personagens enfrentam os problemas de cabeça erguida e dão uma lição de representatividade. Bônus: na segunda temporada eles aparecem na Parada Gay de São Paulo. É para morrer de amores!

E para você, qual é o melhor personagem que não foi citado nessa lista? Comente!
Diego Piovesan escreve para o GeekBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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