Séries & TV

Crítica: The Gifted - Primeiras impressões

Nova série dos X-Men expande universo da franquia na TV com a mesma qualidade de "Legion"


Legion estreou no começo do ano e fez barulho pelo mesmo motivo que Deadpool: a série e o filme expandiram o universo dos X-Men com novas e surpreendentes fórmulas, renovando a maneira como os mutantes eram retratados nos longas desde 2000. Embora The Gifted siga algumas fórmulas criadas por Bryan Singer, a nova série é um respiro mais do que necessário depois do tropeço de X-Men: Apocalipse.


A série começa com dois irmãos, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy Strucker (Percy Hynes White), que se tornam fugitivos após Andy se descobrir um mutante e destruir a escola em pelo homecomming. Ao lado dos pais (Amy Acker e Stephen Moyer), os adolescentes se juntam a um grupo de mutantes clandestino, formado depois que as leis de controle mutante se apertaram por causa do combate entre os X-Men e a Irmandade dos Mutantes (provavelmente, estamos olhando para a linha do tempo de X-Men: O Confronto Final).

A família Strucker é o ponto central de The Gifted
Liderado por Eclipse (Sean Teale), Polaris (Emma Dumont) e Pássaro Trovejante (Blair Redford), o grupo decide ajudar a família para livrar um de seus membros da cadeia, já que justamente o patriarca Strucker é um dos promotores do caso.

Diferentemente de Legion, The Gifted não se diferencia pelo roteiro anárquico ou pelas cores vibrantes, mas sim por sua capacidade de fazer com que a fórmula já previsível dos filmes principais da franquia ganhem mais em emoção, com os dois primeiros episódios recheados de momentos de tirar o fôlego.

Os atores também mergulham de cabeça no universo dos mutantes. Apesar de White não saber muito bem o que está fazendo na série, seus companheiros de cena são quase tão brilhantes quanto os intérpretes da co-irmã Legion, com destaque para Dumont, que entrega uma Polaris de personalidade, inteligência e coragem extremas, e Moyer, que dá a Reed Strucker toda a profundidade emocional necessária para um pai que se coloca em perigo sem pensar em nada que não seja o bem de seus filhos.

Polaris (Emma Dumont) é uma das melhores e mais interessantes personagens da série até agora
Surpreendentemente, os efeitos visuais da série, embora raros, estão lindos. Os poderes de Blink (Jamie Chung), em especial, são um show a parte cada vez que são mostrados nos episódios. A produção é extremamente cuidadosa com a representação dos poderes de cada mutante, o que fica evidente cada vez que Lauren ou Eclipse são obrigados a mostrar serviço.

Com a saída de Hugh Jackman da franquia em Logan e o crescente desinteresse do público com os filmes principais dos X-Men, The Gifted mostra um novo caminho para os mutantes na mídia live action, com as portas escancaradas por Legion. A nova série dá um novo respiro à fórmula, com personagens interessantes, trama concisa e efeitos tão bons quanto os do cinema. Se a próxima produção da 20th Century FOX, a segunda tentativa de adaptar a Saga da Fênix Negra, não der certo, o futuro dos mutantes está bem seguro na TV.

The Gifted é transmitida no Brasil pelo canal FOX de terça-feira, às 22h30.

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