Cinema

Crítica: Eu, Tonya - um sonho, o preconceito e um relacionamento abusivo

Eu, Tonya traz a melhor atuação da carreira de Margot Robbie

O filme Eu, Tonya estreia em terra brasuca no próximo dia 15 de fevereiro, com Margot Robbie no papel principal e direção de Craig Gillespie.


Eu, Tonya, conta a história da ex-patinadora Tonya Harding, que foi a primeira americana a realizar um giro triplo no ar, e chegou a se classificar para os jogos Olímpicos. Ganhou a cara da imprensa em um dos episódios mais polêmicos do esporte americano, quando seu marido Jeff Gilloly (Sebastian Stan) é cúmplice de um atentado a uma das maiores concorrentes de Tonya, durante as Olímpiadas de 1994.

O filme foi indicado a três categorias do Oscar: Melhor Atriz para Margot Robbie, Melhor Atriz Coadjuvante para Allison Janney e Melhor Edição. A história de um drama real, transmitido de forma cômica para o telespectador.

Realmente, é o melhor filme da carreira de Margot Robbie, sendo bem merecida a indicação. Tonya é uma pessoa intensa, sincera e dedicada a patinação, e Margot veste a responsabilidade de enfrentar o mundo, como a patinadora enfrentou, a atriz consegue passar através das expressões, todos os sentimentos vividos na tela, envolvendo o público na trama.

Margot Robbie sendo comparada com a verdadeira Tonya Harding

Allison Janney vive Lavona Harding, mãe de Tonya, uma mãe nada amorosa, que investia tudo na carreira da filha. Allison traz um personagem sarcástico e cômico, mas não perde as características do personagem Bonnie, do seriado Mom.
Sebastian Stan (Capitão América) está visualmente diferente e sua atuação é do perfeito cafajeste que nunca faz nada, que traz a figura de Jeff Gilloly, como o machista interesseiro.

O longa é baseado em entrevistas reais da época das disputas e da polêmica na patinação. É editado em duas linhas do tempo, sendo uma com os personagens sendo entrevistados (no presente), narrando os fatos desde a infância até a conclusão das investigações.

O filme traz uma patinadora talentosa, que não foi devidamente valorizada por não ter a imagem ideal para representar os Estados Unidos da América, apesar de tecnicamente ser maravilhosa.
A história da Tonya também traz uma reflexão para a sociedade, que o preconceito existe em todos os âmbitos, que muitas mulheres sofrem abuso mental e físico, e não percebem ou se recusam a revidar.

Margot Robbie é Tonya Harding

Tonya Harding tem sua história contada, trazendo a figura de uma mulher forte, injustiçada, que se adequou ao mundo da melhor forma que encontrou. Eu, Tonya é um filme que vai te surpreender, e te prender do começo ao fim.

Obs: Fique de olho, e não perca a referência de Margot como Arlequina.

Ficha técnica


Nome: Eu, Tonya
Nome Original: I, Tonya
Origem: EUA
Ano de produção: 2017
Lançamento: 15 de Fevereiro de 2018
Gênero: Biografia, Drama
Classificação: Livre
Direção:  Craig Gillespie
Elenco:  Margot Robbie, Allison Janney, Sebastian Stan
Polly Wannele é nordestina, arquiteta, viajante, cinéfila, leitora e viúva de Han Solo. É uma Jedi, mas todos falam que é uma Sith por ter gênio do capiroto.
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