Crítica: Dumbo, o live-action de Tim Burton que deu certo

Tim Burton faz releitura com sua cara, mas sem exageros


Nesta leva de live actions, a Disney chega agora com um dos seus clássicos mais antigos. A história do elefantinho de orelhas grandes que sofre bullying por suas orelhas diferentes e voa, Dumbo. Dirigido por Tim Burton e estrelado por Colin Farrell.


A abertura já mostra o trem indo pelo país com o circo. Em uma das paradas chega Holt (Collin Farrell) de volta da guerra. Ele costumava ser o cavaleiro acrobata mais famoso entre os fãs de circo, mas quando volta, está sem um dos braços e Max Medici (Danny DeVito), dono do circo, teve de vender seus cavalos. Holt tem que lidar com a morte de sua esposa e criar seus filhos sozinho, as crianças não tem interesse em fazer parte das atrações do circo, a pequena Milly (Nico Parker.) quer ser a próxima Marie Curie e ensina os ratinhos a fazer truques.


Holt fica responsável pela nova aquisição do circo, Sra. Jumbo e seu futuro bebê. Quando ele nasce, o senhor Medici o acha uma aberração e quer que as grandes orelhas sejam escondidas. Assim como na animação a interação entre mãe e filho é tocante. O olho de Jumbo Jr. é expressivo podemos ver cada emoção.

Os insultos e zoações vem do público, quando ele vai se apresentar e assim como a Sra. Jumbo do desenho, no filme a mãe tenta proteger o pequeno e assim surge o nome do Dumbo, e o sr. Medici a vende apos um incidente causado por um dos cuidadores.

Assim que as crianças Milly (Nico Parker.) e Joe (Finley Hobbins) ensinam Dumbo a usar a pena para voar é quando encontram o grande valor de Dumbo, embora ninguém acredite neles.
Se no desenho os animais do circo têm grande importância e são quem interagem com o elefantinho, no live-action são alguns humanos, mas principalmente o publico que rejeita o Dumbo, os humanos acolhem o pequeno e os palhaços já não tem aquelas características zombeteiras e por vezes maldosas.


Dumbo não tem a pena mágica, mas precisa de uma para voar, ao menos de início. O filme tem grandes diferenças com a animação, mas a essência do personagem está lá. A princípio, pode parecer que ele é coadjuvante no próprio filme, mas na animação o principal também acaba sendo o ratinho Timothy.

O longa faz uma abordagem legal com a entrada do personagem V.A. Vandevere (Michael Keaton), como um vilão ganancioso que leva Dumbo e toda a trupe Medici para seu mais novo e gigantesco empreendimento de entretenimento, a Dreamland. Ele só quer se aproveitar do talento do bebê elefante, não importando quem irá machucar e cometendo atrocidades.


O diretor Tim Burton acertou no tom e no visual na medida certa, não se deixando perder nas suas proprias caricaturas e trazendo de volta aos grandes filmes o talentoso Danny DeVito, que se encaixou bem no papel de dono de circo.

Dumbo é um filme novo, diferente de A Bela e a Fera, onde a história era a mesma, este traz uma releitura, mantendo alguns elementos da animação, como os icônicos e polêmicos elefantes rosas e um trecho da musica dos corvos, que deu um excelente easter egg.

Falta um pouco de expressividade na atriz mirim Nico Parker., mais por causa da sutileza de sua atuação do que por falta de expressão,um detalhe que contrasta bem com os exageros normalmente vistos nos filmes de Tim Burton.


Dumbo irá emocionar todos que se deixarem levar pela expressão nos olhos do elefantinho e sua luta para ficar junto de sua mãe. A mensagem no final está ainda mais profunda por se tratar não só de uma aceitação de si mesmo, mas também de lutar por seus sonhos e escutar a família.

Ficha Técnica


Título: Dumbo
Título original: Dumbo
Ano de produção: 2019
Data de estreia: 28 de Março de 2019
Direção: Tim Burton
Classificação: livre
Elenco: Colin Farrell, Michael Keaton, Danny DeVito, Eva Green, Alan Arkin, Finley Hobbins, Nico Parker. 

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