Não é inspiração. É estrutura copiada quase na ordem cirúrgica.
A abertura lembra o que tornou Plants vs. Zombies lendário: introdução gradual de mecânicas, curva de aprendizado suave e design quase didático. A diferença é que aqui o ritmo muda rápido.
Comparação Direta: Heroes Battle Awakening vs Plants vs. Zombies
Curva de Dificuldade
PvZ é uma aula de design. Ele escala desafio com elegância matemática. Já Heroes Battle Awakening começa pressionando cedo demais — e depois fica fácil demais.
Nos primeiros níveis, você morre. Depois que entende a fórmula (máquinas de cerco primeiro, golens e magos depois), acabou. O jogo vira repetição estratégica.
PvZ limita plantas por fase. Heroes deixa tudo liberado. Resultado? Menos criatividade forçada, menos variação tática.
Variedade e Balanceamento
Em PvZ, quase tudo tem função clara. Não há planta inútil.
Em Heroes:
- Algumas unidades são praticamente decorativas.
- Outras são absurdamente fortes.
- Magias são essenciais (especialmente bombas e cogumelos venenosos).
O balanceamento não é fino. É funcional.
Identidade Visual e Carisma
Aqui mora a maior diferença.
PvZ tem personalidade. Humor. Timing. Design memorável.
Heroes Battle Awakening é mais genérico. Mais infantil. Menos carismático. Funciona, mas não encanta.
Não é falta de competência — é falta de alma autoral.
O Que Heroes Battle Awakening Faz Bem
Ele diverge após os primeiros níveis. Introduz inimigos como o cavaleiro das trevas que ataca todas as rotas. Coloca foco maior em magias do que em “plantas”.
Existe tentativa de identidade própria. Só que ela demora a aparecer.
Vale a Pena?
Se você já conhece Plants vs. Zombies, vai reconhecer cada engrenagem. Se quer nostalgia com temática medieval, é um bom custo-benefício.
Se quer inovação real no gênero… talvez espere algo mais ousado como Plants vs. Zombies: Replanted.
Heroes Battle Awakening não revoluciona. Ele replica com competência.
E às vezes replicar bem já paga o ingresso.





