Publicada pela Editora Alta Novel, a história acompanha Manuela e Alice, duas melhores amigas brasileiras que enxergam o amor de maneiras completamente opostas. Entre cafeterias escondidas, ruas movimentadas e pontos turísticos icônicos como o Rio Han, a Biblioteca Starfield, o Palácio Gyeongbokgung e a Namsan Tower, o romance constrói um cenário digno de K-drama para explorar amizade, vulnerabilidade e autodescoberta.
Manuela é uma editora de livros de terror pragmática e desacreditada do amor, enquanto Alice vive guiada pelo romantismo típico dos doramas. O destino — ou o acaso bem coreografado — leva ambas para Seul: Manu participa de uma imersão profissional voltada a romances açucarados, gênero que despreza, enquanto Alice realiza a viagem dos sonhos. A mudança de país acaba se tornando também uma jornada interna, onde expectativas são confrontadas e sentimentos antigos vêm à tona.
Durante a experiência, Manuela se aproxima de Ji-hoon, editor sul-coreano que desafia sua visão racional da vida e a obriga a encarar o medo de se permitir sentir. Já Alice conhece o jornalista esportivo Seok-jin e descobre que o amor fora da ficção exige presença, escolhas e construção diária — bem menos roteiro perfeito e muito mais realidade emocional.
Narrado em primeira pessoa, com pontos de vista alternados, o livro aposta em um ritmo slow burn, aprofundando relações aos poucos. Cada capítulo traz referências diretas a doramas populares, como Beleza Verdadeira e Rainha das Lágrimas, além de elementos do universo K-pop, criando uma experiência de leitura que remete à estrutura episódica de séries coreanas.
Mais do que uma comédia romântica, Meninas céticas compartilham guarda-chuvas propõe reflexões sobre amizade feminina, coragem emocional e o processo de amadurecimento. A narrativa mostra que vulnerabilidade não é fraqueza — é o ponto de partida para escrever a própria história, mesmo quando a vida insiste em improvisar o roteiro.





