Pai Mãe Irmã Irmão, filme estrelado por Tom Waits, Adam Driver, Mayim Bialik, Charlotte Rampling, Cate Blanchett, Vicky Krieps, Indya Moore e Luka Sabbat, que estreia dia 9 de abril nos cinemas brasileiros, apesar de contar com um elenco de peso, é uma narrativa que carece de emoção.
Sinopse
‘Pai Mãe Irmã Irmão’ é uma exploração íntima das complexidades universais da dinâmica familiar, divertida, doce e sagazmente observadora.
Cuidadosamente construído em três capítulos, as histórias tratam das relações entre filhos adultos e seus pais um tanto distantes. Ao combinar atuações notáveis e as observações irônicas e características de Jarmusch sobre a vida cotidiana, a obra mais recente deste icônico diretor independente serve como um lembrete oportuno: podemos escolher nossos amigos e amantes, mas não podemos escolher nossa família.
Pai Mãe Irmã Irmão é um filme que apresenta três histórias sobre três famílias diferentes, usando elementos visuais e uma expressão idiomática para tentar criar uma conexão narrativa, mas que não acontece. Porque você sai do cinema com a sensação de ter assistido aos três primeiros episódios de uma série cancelada, que, portanto, não terá um desfecho.

Dito isso, estamos falando de um filme construído nos detalhes, no qual você precisa estar muito atento para pegar as nuances do que é apresentado, para preencher as lacunas e dar sentido à narrativa. Isso se torna uma experiência desconfortável na era dos vídeos curtos, em que estamos sendo domesticados para produzir o máximo de conhecimento em até um minuto e meio, na lógica de que se não te prender nos primeiros três segundos, basta arrastar para cima. Assim, precisar parar para apreciar os detalhes e preencher lacunas se torna um exercício exaustivo.
Eu sei que a lógica de estar sempre sendo produtivo, até durante o momento de descanso, é o que está acabando com nossa saúde mental, mas, às vezes, a gente só quer sentar para ver uma narrativa cativante e voltar para casa mais leve. Então, me vejo engrossando o coro do “precisamos de mais filmes médios”, porque são eles que guardamos em nossa memória afetiva, como os filmes de Natal que assisto todos os anos com minha mãe. Não é o filme que conecta três histórias de pessoas que se conhecem há muitos anos, mas que não sabem nada da vida umas das outras, com um roteiro que exige uma atenção que já não tenho mais e, mais importante, que me fez questionar o tempo todo o porquê deveria perder tanto tempo tentando entender um filme que não estava disposto a facilitar o meu processo de entendimento.
Enfim, Pai Mãe Irmã Irmão é mais um filme feito para ganhar prêmios, e está tudo bem, porque pessoas criativas precisam realizar coisas por amor não só por necessidade de pagar as contas. Entretanto pessoas comuns vão ao cinema criar conexões com a narrativa, ou com os personagens, que estão sendo apresentados na telona, não com a maneira inteligente pela qual o diretor conectou as três histórias utilizando a cor vermelha nas roupas dos personagens e uma expressão que só faz sentido no contexto que aquelas pessoas estão inseridas.
Apesar de entender que ali estava sendo contada a história de pessoas que deveriam se conhecer, mas não se conhecem, o filme não engaja porque é só uma história muito bem escrita e amarrada visualmente, mas que não emociona.
Apesar de entender que ali estava sendo contada a história de pessoas que deveriam se conhecer, mas não se conhecem, o filme não engaja porque é só uma história muito bem escrita e amarrada visualmente, mas que não emociona.
Ficha Técnica
Título: Pai Mãe Irmã IrmãoTítulo original: Father Mother Sister Brother
País: EUA, França, Itália, Alemanha, Irlanda
Data de estreia: 9 de abril de 2026
Gênero: Comédia, Drama
Duração: 111 minutos
Classificação: 14 anos
Distribuidora: Imovision
Direção: Jim Jarmusch
Elenco: Tom Waits, Adam Driver, Mayim Bialik, Charlotte Rampling, Cate Blanchett, Vicky Krieps, Indya Moore e Luka Sabbat.





