Universo Geek

Review Witchspire: Charme visual e potencial promissor

Chegando em Acesso Antecipado no dia 10 de junho, Witchspire combina magia, exploração e sobrevivência em um mundo aberto.


Tivemos a oportunidade de jogar Witchspire antecipadamente, e uma das primeiras coisas que chamaram minha atenção foi a clara inspiração em jogos como The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Genshin Impact. A exploração em mundo aberto e a proposta de aventura remetem a esses títulos, mas é na direção de arte que o jogo encontra sua maior força. Os cenários desenhados à mão e o visual colorido criam uma identidade própria que torna a experiência bastante agradável logo de início.


Desenvolvido pela Envar Games, divisão de desenvolvimento da Envar Entertainment, Witchspire é o primeiro grande projeto autoral do estúdio. A equipe reúne profissionais que já colaboraram com empresas como Riot Games, Blizzard e Tencent, agora busca criar sua própria identidade em uma aventura de fantasia focada em exploração, magia e sobrevivência.

Inicialmente disponível apenas para PC, Witchspire chega na Steam no dia 10 de junho.


Você, bruxão do seu jeito!


O sistema de criação de personagem oferece diversas opções de personalização, permitindo ajustar a aparência do protagonista antes de começar a jornada. Além disso, o jogo apresenta seis classes: os Rompe-Nuvens, os Estreleiros, os Astroriadores, os Herbimitas, os Guarda-Tomos e os Selenófilos. Nomes curiosos, não é mesmo? Apesar de soar um pouco incomum em um primeiro momento, cada uma delas ajuda a reforçar a identidade mágica e peculiar desse universo. A escolha da classe influencia a forma como o player encara a jornada, incentivando diferentes estilos de jogo e abrindo espaço para experimentação.

Jogabilidade simples, mas funcional!

Quanto a jogabilidade, Witchspire não tenta reinventar a roda. Os controles são simples e fáceis de aprender, permitindo que o jogador se familiarize rapidamente com as mecânicas de exploração, coleta de recursos e combate. Essa simplicidade pode até fazer o jogo parecer básico em alguns momentos, mas também contribui para uma experiência acessível e sem grandes barreiras de entrada. Durante minha jogatina, tudo funcionou de maneira simples, tornando a gameplay agradável,  sem precisar decorar uma infinidade de comandos.

Um visual que conquista!


Sem dúvida, na minha humilde opinião, o grande destaque de Witchspire está em sua direção de arte. Os cenários desenhados à mão são muito bonitos e ajudam a criar uma identidade própria para o jogo logo nos primeiros minutos. Apesar das claras inspirações em títulos como Breath of the Wild e Genshin Impact, o visual consegue encontrar seu próprio espaço e não passa a sensação de ser apenas uma cópia de suas referências. A combinação de cores, personagens e ambientes faz com que a exploração seja agradável, sempre despertando a curiosidade para descobrir o que existe na próxima área. Em diversos momentos me peguei observando os detalhes do cenário antes de seguir para a próxima quest, algo que poucos jogos conseguem fazer naturalmente. Mesmo com alguns problemas técnicos presentes nesta versão, o cuidado visual da Envar Games é evidente e foi o aspecto que mais me impressionou durante minhas primeiras horas de jogatina.

Trilha sonora competente!



A trilha sonora de Witchspire não é nem de longe um dos destaques do jogo, mas cumpre bem o seu papel. As músicas ajudam a construir a atmosfera de fantasia e acompanham a exploração de forma agradável, sem se tornarem cansativas durante a jornada. Talvez não seja uma trilha que ficará marcada, mas funciona bem dentro da proposta do jogo e contribui para a imersão no mundo criado pela Envar Games.

Nem toda magia funciona!

Apesar das boas impressões, tive alguns problemas com quedas de fps, travamentos ocasionais e alguns erros de tradução, quebrando um pouco a imersão em alguns momentos. Como se trata de uma versão de testes, são problemas compreensíveis e que certamente podem ser corrigidos ao longo do período.

Além das questões técnicas, o jogo também mostrou alguns sinais de repetição após algumas horas de exploração. Certas atividades e objetivos seguem uma estrutura muito semelhante, fazendo com que a sensação de novidade diminua gradualmente. Não é algo que comprometa completamente a diversão, mas acaba evidenciando a necessidade de mais variedade para manter o interesse do jogador por períodos mais longos. Ainda assim, são questões que podem ser refinadas durante o desenvolvimento e que não apagam o potencial demonstrado pelo jogo.

Considerações finais

Ainda há aspectos que precisam de refinamento, especialmente considerando sua chegada em. Para quem gosta de explorar mundos abertos, coletar recursos, criar equipamentos, capturar criaturas e enfrentar batalhas leves e divertidas, vale a pena ficar de olho no jogo. Mesmo com alguns tropeços, minha primeira impressão foi positiva e me deixou curioso para acompanhar sua evolução.

⭐ Nota: 8/10

✔ Direção de arte cheia de personalidade

✔ Boa variedade de customização, classes e magias

✔ Exploração agradável para fãs de fantasia

✔ Jogabilidade simples e acessível

❌ Quedas de FPS e travamentos ocasionais

❌ Erros e bugs de tradução

❌ Repetitivo em alguns momentos




Bacharel em Comunicação Social e Psicologia, apaixonado por games, terror e boas histórias. Autoproclamado fã número 1 de Dragon Quest do meu bairro, especialista em começar RPGs de 100 horas, ainda tentando convencer as pessoas de que Efeito Borboleta é o melhor filme do século.


Disqus
Facebook
Google