Embora a entidade tenha considerado positiva a exigência de que a Paramount encerre sua parceria de distribuição com a Universal na Europa nos próximos 13 meses, a CEO da UNIC, Laura Houlgatte, acredita que as condições impostas pela Comissão Europeia deveriam ter sido muito mais rigorosas.
Segundo Houlgatte, a decisão foi baseada em um escopo restrito e não levou em conta questões como acordos de distribuição em outros mercados, janelas de exibição nos cinemas, diversidade de filmes, preservação da produção audiovisual, práticas comerciais e o acesso aos catálogos dos estúdios.
A executiva também destacou que a fusão segue enfrentando disputas judiciais nos Estados Unidos, o que, na visão da entidade, demonstra que ainda existem preocupações relevantes sobre os impactos da operação na concorrência.
Outro ponto criticado foi a atuação do European Media Board, órgão consultivo da União Europeia. Para a UNIC, o conselho deixou de avaliar possíveis efeitos da fusão sobre o pluralismo da mídia, a diversidade cultural e o futuro do mercado audiovisual europeu.
Apesar das restrições impostas pela Comissão Europeia — como o fim da parceria de distribuição entre Paramount e Universal em determinados territórios e limitações para acordos envolvendo filmes da Warner Bros. —, a UNIC considera que as medidas não são suficientes para proteger o setor.
Enquanto isso, a fusão continua sendo alvo de processos nos Estados Unidos, onde uma decisão judicial sobre o futuro da operação ainda é aguardada. O desfecho pode influenciar não apenas o mercado norte-americano, mas também os próximos capítulos dessa negociação na Europa.
Fonte: Variety



