Os estados alegam que a fusão, avaliada em cerca de US$ 111 bilhões, poderá reduzir a concorrência nos mercados de distribuição de filmes e televisão por assinatura, afetando consumidores, exibidores e operadoras de TV.
Estados apontam riscos para a concorrência
Durante a audiência, os representantes dos estados afirmaram que a empresa resultante da fusão poderá controlar cerca de 30% do mercado dos principais lançamentos cinematográficos e 50 dos 189 canais básicos de TV a cabo dos Estados Unidos.
Segundo a acusação, essa concentração daria à nova companhia maior poder de negociação, com potencial para elevar preços e reduzir a oferta de conteúdo.
Paramount rebate acusações
A Paramount contestou os argumentos e afirmou que o mercado continua competitivo, citando o sucesso recente de produções lançadas por empresas como Apple e Amazon MGM Studios.
O advogado da empresa, Jeffrey Kessler, também defendeu que os catálogos da Paramount e da Warner Bros. Discovery são complementares e que a união não diminuirá a concorrência no setor.
Além disso, a companhia se comprometeu a não concluir a fusão nos próximos 30 dias, caso isso permita que a Justiça analise o pedido de liminar com mais calma.
Decisão será anunciada até quarta-feira
Durante a audiência, a juíza indicou que existem questões relevantes sobre os impactos concorrenciais da operação e destacou que desfazer uma fusão já concluída seria muito mais difícil caso ela venha a ser considerada ilegal posteriormente.
A expectativa agora é pela decisão judicial, que poderá determinar se a fusão será temporariamente suspensa enquanto o processo segue em análise.
Fonte: Variety.



