Embora a Paramount argumente que a TV a cabo está em declínio e perdeu força diante do streaming, a Justiça americana decidiu analisar o setor com mais atenção. A juíza responsável pelo caso manteve a suspensão temporária da fusão e determinou que a discussão sobre o impacto concorrencial do negócio seja levada a julgamento.
A defesa da Paramount sustenta que seus canais e os da Warner Bros. Discovery são complementares, e não concorrentes diretos, reduzindo o risco de abuso de poder nas negociações com operadoras de TV. Especialistas, porém, contestam essa tese e afirmam que grandes fusões de empresas de mídia sempre tiveram como objetivo fortalecer o poder de barganha sobre as distribuidoras.
Além da TV a cabo, o processo também levanta preocupações sobre a concentração no mercado cinematográfico, enquanto a empresa insiste que continuará lançando cerca de 30 filmes por ano após a conclusão da fusão.
O julgamento ainda não tem data marcada, mas o caso mostra que, mesmo em queda, a TV por assinatura continua sendo uma peça importante na análise antitruste e pode influenciar o futuro de uma das maiores fusões da história do entretenimento.
Fonte: Deadline



