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Crunchyroll quer dominar o mundo dos animes — mas do jeito dela

Crunchyroll cresce no mercado global de anime e aposta em streaming, cinema, eventos e produtos para conquistar cada vez mais fãs.


A Crunchyroll não quer simplesmente ser o lugar onde você assiste anime. A empresa quer estar em praticamente tudo que envolve o fandom — do streaming aos cinemas, passando por eventos, produtos, mangás, games e até novas plataformas.


A estratégia ajudou o serviço a crescer de forma impressionante nos últimos anos. Desde a aquisição pela Sony Pictures Entertainment, em 2021, a Crunchyroll passou de aproximadamente 5 milhões para 21 milhões de assinantes pagos no mundo.

E a empresa ainda enxerga bastante espaço para crescer.

“Tudo para alguém”


Scott Donaton, vice-presidente sênior de marca e comunidade global da Crunchyroll, resumiu a filosofia da empresa de maneira curiosa: em vez de tentar ser uma plataforma para absolutamente todo mundo, a ideia é ser “tudo para alguém” — nesse caso, o fã de anime.

Isso significa ampliar a experiência para além da tela.

A Crunchyroll investe em streaming, cinema, convenções, festivais, produtos, games e mangás digitais, enquanto tenta manter o público no centro das decisões.

Segundo Donaton, a empresa acompanha constantemente o que os fãs querem, desde os títulos que desejam assistir até os formatos e experiências que consideram interessantes.

Anime deixou de ser nicho


O crescimento da Crunchyroll acontece em um momento em que o anime definitivamente ultrapassou as fronteiras do público especializado.

A empresa estima que o fandom global de anime poderá chegar a pelo menos 1,5 bilhão de pessoas até 2030, excluindo China e Japão.

E as outras plataformas perceberam o tamanho desse mercado.

Netflix, Disney+, Prime Video, Hulu, Tubi, HIDIVE e Samsung TV Plus estão ampliando seus catálogos de anime, aumentando a disputa pela atenção dos fãs.

Ainda assim, a Crunchyroll continua concentrando sua estratégia em uma ideia simples: conhecer profundamente esse público.

O cinema virou uma peça importante


Um dos maiores exemplos dessa expansão aconteceu com Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Infinity Castle.

O filme arrecadou aproximadamente US$ 136 milhões nos Estados Unidos e chegou a cerca de US$ 793 milhões mundialmente, mostrando que o público de anime também pode transformar grandes lançamentos cinematográficos em fenômenos de bilheteria.

Agora, a Crunchyroll mira novos projetos.

A empresa adquiriu os direitos internacionais, fora da Ásia, do próximo filme do diretor Makoto Shinkai, responsável por Suzume, e fará a distribuição em parceria com a Sony Pictures.

Além disso, a companhia anunciou uma parceria com a Aniplex para o filme Solo Leveling: Beyond the System, baseado na popular franquia sul-coreana.

Ou seja: o anime saiu do quarto do otaku e foi parar no multiplex. E aparentemente comprou pipoca grande.

O próximo território pode ser qualquer tela


A Crunchyroll também acompanha o crescimento de novos formatos, incluindo vídeos verticais e plataformas como TikTok e YouTube.

A estratégia, segundo Donaton, é observar onde os fãs estão e entender se existe uma maneira relevante de levar conteúdo para esses espaços.

Não significa simplesmente colocar anime em qualquer lugar.

A lógica é seguir o público.

E essa parece ser a grande aposta da Crunchyroll: não vender apenas episódios, mas construir um ecossistema em torno do fã de anime.

Com mais assinantes, presença global, investimentos em cinema e participação cada vez maior em eventos e produtos, a empresa está tentando transformar o fandom de anime em uma experiência que acompanha o público onde quer que ele esteja.

Fonte: Variety

Poeta, Bacharel em Radio, TV E Vídeo, Estrela, Editor e Co-criador do Papo Blast, Especialista em piada ruim, Viciado em séries e filmes, está mais perdido que Lost e acredita que Sharknado é um clássico subestimado mas vocês não estão prontos para essa conversa.


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