Parece que Miranda Priestly ganhou uma nova missão: fazer turistas do mundo inteiro colocarem Milão no roteiro de viagem.
O sucesso de O Diabo Veste Prada 2 já começa a aparecer nas ruas da capital italiana da moda. Segundo um estudo da plataforma Cities Analytics, o fluxo de visitantes internacionais nos principais locais de filmagem do longa aumentou 18% em comparação com o período anterior ao lançamento.
A produção, estrelada novamente por Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci, utilizou diversos pontos reais de Milão como cenário para seu terceiro ato, transformando lugares conhecidos da cidade em verdadeiros pontos turísticos para os fãs.
As locações que viraram atração turística
O maior crescimento foi registrado entre o Largo Cairoli e o Palazzo Clerici, no famoso Quadrilátero da Moda. A região teve um aumento de 24% no fluxo de visitantes estrangeiros.
Na sequência aparecem:
- Galleria Vittorio Emanuele II e Duomo: +17%;
- Academia de Brera: +14%;
- Via Montenapoleone: +13%.
Ou seja: aparentemente, depois de assistir ao filme, muita gente decidiu trocar o tradicional "vamos conhecer Milão" por um bem mais específico: "vamos conhecer os lugares onde Miranda Priestly esteve".
A cidade já é mundialmente conhecida por sua relação com a moda, mas o longa acabou funcionando como uma espécie de cartão-postal cinematográfico.
O filme virou combustível para o turismo
De acordo com dados da Confcommercio Milano, aproximadamente 1,5 milhão de turistas internacionais são esperados no centro de Milão durante o verão, sendo mais de 451 mil somente em agosto.
O presidente da entidade, Marco Barbieri, afirmou que o estudo aponta para um crescimento estrutural do turismo internacional na região desde o lançamento do filme, com uma média de 28.500 visitantes estrangeiros adicionais por mês.
Os turistas que mais parecem ter embarcado nessa viagem cinematográfica são os americanos, seguidos por franceses e britânicos.
Até a Última Ceia ganhou uma versão cinematográfica
Uma das sequências mais chamativas do filme envolve a Santa Maria delle Grazie, onde está a famosa Última Ceia, de Leonardo da Vinci.
Mas há um detalhe curioso: a produção não filmou diretamente diante da obra original. O interior foi recriado em estúdio, incluindo uma réplica da pintura.
A decisão evitou riscos à obra de Leonardo, além de permitir que a equipe tivesse maior liberdade para trabalhar a iluminação e a complexa sequência do filme.
Milão virou praticamente uma personagem
A presença de Milão em O Diabo Veste Prada 2 não é apenas decorativa. A cidade aparece associada ao universo de luxo, moda, arte e gastronomia que combina perfeitamente com a história de Miranda, Andy e Emily.
A produção também contou com participações especiais ligadas ao mundo da moda, incluindo Donatella Versace, além de um desfile da Dolce & Gabbana registrado durante as filmagens.
Locações de Milão e do Lago Como também foram utilizadas na produção, reforçando a imagem da região como um dos grandes destinos de luxo apresentados pelo longa.
E o sucesso não ficou apenas nas salas de cinema
O impacto de O Diabo Veste Prada 2 começou antes mesmo de sua chegada ao streaming. O filme teve uma estreia particularmente forte na Itália, superando €14 milhões e 1,7 milhão de espectadores em seu primeiro fim de semana no país.
Além disso, a divulgação do longa em Milão também movimentou espaços comerciais. Uma instalação temática na Rinascente recriou elementos do universo de Miranda Priestly e atraiu fãs interessados em fotografar e experimentar um pouco daquele mundo fashion.
No fim das contas, O Diabo Veste Prada 2 conseguiu algo que toda produção turística adoraria: transformar cenários de cinema em destinos reais.
E fica a pergunta: quantas pessoas vão olhar para o próprio orçamento da viagem, suspirar e pensar "Florals? For spring? Groundbreaking"?
Fonte: Variety



