Mas a pergunta que realmente importa veio da própria Gayle Rankin, intérprete de Alys Rivers:
“Onde diabos está o Cogumelo?”
Sim. A atriz não apenas conhece Fogo e Sangue, livro de George R.R. Martin que serve de base para a série, como também é uma das pessoas que mais parece sentir falta de um personagem que simplesmente nunca apareceu na adaptação da HBO.
Quem é Cogumelo em House of the Dragon?
Para quem não conhece o livro, Cogumelo é um bobo da corte que funciona como uma das fontes utilizadas para narrar os acontecimentos da Dança dos Dragões em Fogo e Sangue.
E ele não é exatamente o tipo de personagem que passaria despercebido.
Suas histórias sobre os acontecimentos da Fortaleza Vermelha são frequentemente controversas, exageradas e extremamente indiscretas. Como o livro apresenta diferentes versões dos acontecimentos, os relatos de Cogumelo ajudam a construir justamente essa sensação de que ninguém sabe exatamente o que aconteceu em determinados momentos.
Na série, porém, ele foi completamente deixado de fora.
E Gayle Rankin parece não ter superado isso.
Durante entrevista ao The Hollywood Reporter, a atriz chegou a interromper a conversa para perguntar:
“Onde diabos está o Cogumelo?”
Quando o jornalista sugeriu que aquela poderia ser a manchete, Rankin não apenas aprovou como praticamente exigiu que fosse:
“Alys Rivers quer saber: ‘Onde diabos está o Cogumelo?’”
Dificilmente um pedido de manchete poderia ser mais direto.
Gayle Rankin está feliz com a evolução de Alys Rivers
Apesar da ausência de Cogumelo, Rankin está bastante satisfeita com o caminho percorrido por Alys Rivers na série.
A personagem começou a ganhar destaque na segunda temporada, principalmente através de sua relação com Daemon Targaryen, interpretado por Matt Smith.
Na terceira temporada, porém, Alys assumiu uma posição ainda mais importante na narrativa e passou a desenvolver uma relação com Aemond Targaryen, vivido por Ewan Mitchell.
Segundo Rankin, a reação dos fãs também mudou ao longo da temporada.
A atriz contou que percebeu inicialmente certa desconfiança em relação à personagem, já que o público não sabia exatamente como interpretar Alys ou qual era sua função na história.
Com o avanço dos episódios, entretanto, a personagem passou a conquistar mais carinho dos espectadores.
E isso parece ter agradado bastante à atriz.
Alys ama Aemond ou está manipulando o príncipe?
Essa talvez seja uma das questões mais interessantes deixadas pela terceira temporada.
Alys está realmente apaixonada por Aemond?
Ou está apenas utilizando o príncipe para alcançar seus próprios objetivos?
Para Rankin, a resposta não é tão simples.
São as duas coisas.
A atriz acredita que existem sentimentos genuínos entre os personagens, mas também reconhece que Alys possui seus próprios interesses e que essa mistura de amor, poder e manipulação pode acabar trazendo consequências terríveis.
E, convenhamos, estamos falando de Game of Thrones.
Quando alguém diz “eu realmente amo você”, normalmente o espectador já deveria começar a procurar um abrigo antiaéreo.
“Rainha Bruxa de Harrenhal” é o título que Rankin queria
Rankin também revelou seu entusiasmo com a ideia de Alys ser conhecida como a Rainha Bruxa de Harrenhal.
A personagem possui uma ligação profunda com o castelo e com os elementos sobrenaturais da história, além de estar envolvida com visões, profecias e acontecimentos que fogem completamente da política tradicional de Westeros.
Para a atriz, explorar esse lado sobrenatural foi uma das partes mais interessantes de sua participação na série.
Ela destacou que a equipe assumiu riscos ao desenvolver Alys, justamente porque existe relativamente pouca informação sobre a personagem no material original.
Isso permitiu que a produção construísse uma interpretação própria sobre sua história, seus poderes, sua relação com a guerra e seu papel no tabuleiro de Westeros.
Alys e o sobrenatural ganharam ainda mais espaço
Uma das características mais marcantes de Alys em House of the Dragon é justamente a maneira como suas cenas se diferenciam do restante da série.
Enquanto grande parte da produção está concentrada em batalhas, alianças políticas, traições e disputas pelo Trono de Ferro, Alys vive em uma espécie de território paralelo, cercado por visões e elementos sobrenaturais.
Para Rankin, essa construção foi especialmente gratificante.
A atriz acredita que a personagem passou a experimentar um poder que não havia demonstrado anteriormente, mas também começou a perder parte do controle conforme seus vínculos emocionais se tornaram mais fortes.
E é justamente aí que entra uma das grandes ideias por trás de sua interpretação:
o poder pode ser assustador, mas a humanidade pode ser ainda mais.
O mistério de Alys ainda não terminou
Mesmo após os acontecimentos da terceira temporada, diversas perguntas sobre Alys continuam sem resposta.
Quem ela realmente é?
Qual é a verdadeira origem de seus poderes?
Qual é sua ligação com Harrenhal?
Até onde suas visões conseguem enxergar?
E, principalmente: qual será seu papel no capítulo final da Dança dos Dragões?
Rankin afirmou que teve acesso aos oito roteiros da temporada e sabia para onde a história estava caminhando. Para ela, o desenvolvimento de Alys levou a um lugar mais claro, dramático e emocionalmente satisfatório.
Agora, resta descobrir se a última temporada finalmente vai entregar todas essas respostas.
E talvez, só talvez, alguém finalmente encontre o Cogumelo.
Uma temporada para resolver tudo
Com apenas mais uma temporada de House of the Dragon planejada, a HBO terá que fechar uma quantidade enorme de histórias.
A guerra entre os Targaryen continua avançando, enquanto personagens como Aemond, Alys e os demais jogadores do conflito caminham para um confronto cada vez mais inevitável.
E existe uma pergunta que agora ganhou oficialmente um lugar na lista de mistérios que precisam ser resolvidos:
Onde diabos está o Cogumelo?
Gayle Rankin quer saber.
Os leitores de Fogo e Sangue querem saber.
E, sinceramente, depois dessa entrevista, nós também queremos saber.
Fonte: The Hollywood Reporter



