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Broadway vai apagar as luzes em homenagem a Dolly Parton, Tim Curry e outros artistas

Broadway apagará simultaneamente suas 41 marquises em homenagem a Dolly Parton, Tim Curry, Louise Lasser e outros nomes históricos.


A Broadway vai ficar um pouco mais escura — e, dessa vez, não é porque acabou a energia.

No dia 8 de setembro de 2026, todas as 41 marquises dos teatros da Broadway serão apagadas simultaneamente em uma homenagem a artistas e profissionais que deixaram sua marca no teatro americano.


Entre os nomes que receberão a homenagem estão Dolly Parton, Tim Curry e Louise Lasser, além de outros profissionais importantes da indústria teatral. O apagamento das luzes acontecerá às 18h45, no horário de Nova York.

É um gesto simples, mas carregado de simbolismo.

Porque quando a Broadway apaga suas luzes para alguém, não está apenas fazendo uma homenagem.

Está dizendo: “Você fez parte disso aqui.”

Dolly Parton será homenageada poucos meses antes de seu musical chegar à Broadway


A presença de Dolly Parton entre os homenageados ganha uma camada especialmente emocionante.

A cantora e compositora morreu em 25 de agosto de 2026, aos 80 anos, e justamente quando seu nome estava prestes a voltar a ocupar um espaço enorme na Broadway.

Seu musical biográfico, DOLLY: A True Original Musical, tem apresentações previstas para começar em dezembro, no St. James Theatre, com a abertura oficial marcada para 19 de janeiro de 2027, data que seria o aniversário de 81 anos da artista.

O espetáculo conta a trajetória de Dolly através de suas próprias músicas e foi desenvolvido com participação direta da cantora.

Ela escreveu o livro do musical ao lado de Maria S. Schlatter, enquanto a direção fica por conta de Bartlett Sher e a coreografia é assinada por Mandy Moore.

É difícil imaginar uma situação mais estranha e emocionante: a artista que deveria estar celebrando pessoalmente a chegada de sua própria história à Broadway agora será homenageada pelas mesmas marquises que receberão seu musical.

Dolly Parton já tinha história com a Broadway


Apesar de DOLLY: A True Original Musical ser sua grande estreia como personagem central de um espetáculo biográfico, essa não era a primeira relação da cantora com a Broadway.

Em 2009, Dolly escreveu a música e as letras de 9 to 5: The Musical, adaptação do filme de 1980 estrelado por ela, Jane Fonda e Lily Tomlin.

O musical recebeu indicações ao Tony, incluindo na categoria de Melhor Trilha Sonora Original.

Agora, sua própria vida seria transformada em espetáculo.

Só que Dolly não estará aqui para assistir à estreia.

E isso torna a homenagem de setembro ainda mais significativa.

Tim Curry também terá seu nome entre as luzes apagadas


Outro nome gigantesco que será lembrado é Tim Curry.

Para muita gente, Curry será eternamente o Dr. Frank-N-Furter, personagem que transformou The Rocky Horror Show e sua adaptação cinematográfica em fenômenos cult.

Mas sua relação com a Broadway foi muito além de Rocky Horror.

O ator também participou de produções como Amadeus, Travesties, My Favorite Year e Spamalot.

Curry morreu recentemente, aos 80 anos, deixando uma carreira que atravessou teatro, cinema e televisão.

E existe algo particularmente adequado em vê-lo homenageado pela Broadway.

Antes de ser o rosto de um dos maiores clássicos cult do cinema, Tim Curry era um homem de teatro.

Louise Lasser também será lembrada


A atriz Louise Lasser, conhecida principalmente pelo trabalho na televisão em Mary Hartman, Mary Hartman, também está entre os homenageados.

Lasser começou sua trajetória profissional nos palcos de Nova York e participou de produções da Broadway como I Can Get It for You Wholesale, Henry Sweet Henry e Thieves.

Sua inclusão reforça justamente a proposta do projeto: não homenagear somente os nomes mais famosos, mas também profissionais que ajudaram a construir a história da Broadway em diferentes áreas.

Outros 10 profissionais também serão homenageados


A cerimônia coletiva não ficará restrita aos três nomes mais conhecidos.

Também serão lembrados:

  • Clive Davis, produtor e executivo da indústria musical;
  • Gina Ferrall, atriz de Les Misérables;
  • Josh Grisetti, ator de Something Rotten!;
  • Jeff Hamlin, profissional de produção;
  • Glen Hansard, compositor e ator de Once;
  • Anna Louizos, cenógrafa e diretora de arte;
  • Seth Marquette, gerente-geral;
  • Anne Russell, atriz de Flora, The Red Menace;
  • James Walsh, produtor;
  • Harold Wheeler, orquestrador, compositor e maestro.

Cada um deles contribuiu de alguma forma para o funcionamento e a evolução do teatro americano.

Broadway criou uma nova tradição para lembrar seus mortos


O evento faz parte do Broadway in Memoriam, iniciativa criada no ano passado para estabelecer homenagens coletivas trimestrais a profissionais que morreram e deixaram contribuições importantes para a Broadway.

A cerimônia acontece quatro vezes por ano, nos meses de setembro, dezembro, março e junho.

Em cada edição, as marquises dos 41 teatros da Broadway são apagadas simultaneamente.

A ideia é garantir que artistas, técnicos, produtores, designers e outros profissionais não sejam esquecidos depois de suas mortes.

É uma mudança interessante em relação ao tradicional apagamento individual das luzes de uma marquise.

Em vez de um único teatro parar para lembrar alguém, a Broadway inteira para por alguns minutos.

Um momento de silêncio no coração de Nova York


O apagamento das marquises acontecerá às 18h45 do dia 8 de setembro.

Naquele momento, a região mais famosa do mundo quando o assunto é teatro ficará temporariamente sem suas luzes.

E entre os nomes lembrados estará Dolly Parton.

Uma mulher que escreveu músicas para gerações inteiras, vendeu milhões de discos, construiu uma carreira gigantesca e, mesmo depois de sua morte, ainda terá uma história chegando à Broadway.

Também estará Tim Curry.

O homem que transformou um personagem completamente insano em um dos maiores ícones da cultura pop e que construiu uma respeitadíssima carreira teatral.

E Louise Lasser, além de tantos outros profissionais que talvez não sejam imediatamente reconhecidos pelo público, mas cuja contribuição ajudou a manter essa gigantesca máquina chamada Broadway funcionando.

No fim, talvez seja essa a parte mais bonita da tradição.

As luzes não se apagam para dizer adeus.

Elas se apagam para lembrar que, antes de as cortinas abrirem, alguém precisou estar ali para construir o palco.

E, no dia 8 de setembro, a Broadway inteira fará exatamente isso:

uma reverência.

Fonte: Deadline

Poeta, Bacharel em Radio, TV E Vídeo, Estrela, Editor e Co-criador do Papo Blast, Especialista em piada ruim, Viciado em séries e filmes, está mais perdido que Lost e acredita que Sharknado é um clássico subestimado mas vocês não estão prontos para essa conversa.


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