A Netflix pode estar prestes a promover uma nova rodada de cortes em sua força de trabalho. Segundo informações publicadas pelo site Puck e repercutidas pela Reuters nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, a gigante do streaming planeja reduzir seu quadro de funcionários em aproximadamente 5%, em uma reestruturação que pode ser anunciada já na próxima semana. A empresa não comentou oficialmente a informação.
Considerando a estimativa de aproximadamente 17 mil funcionários mencionada na reportagem do Puck, o corte poderia representar cerca de 850 postos de trabalho. O número, porém, é uma estimativa baseada no tamanho da equipe, e não uma quantidade confirmada pela Netflix.
Por que a Netflix estaria cortando funcionários?
De acordo com o Puck, a possível reestruturação acontece em um momento de pressão sobre o engajamento dos usuários e sobre o desempenho das ações da companhia. O mercado de streaming também enfrenta uma concorrência cada vez mais intensa, enquanto plataformas como o YouTube disputam uma fatia crescente do tempo de audiência e do investimento publicitário.
A Netflix também vem expandindo sua atuação para além das assinaturas tradicionais, com investimentos em publicidade, transmissões ao vivo e games. A diversificação pode abrir novas fontes de receita, mas exige decisões estratégicas sobre custos, investimentos e prioridades de negócio.
A última grande rodada aconteceu em 2022
A última grande onda de demissões da Netflix ocorreu em 2022, quando a empresa dispensou centenas de funcionários em meio à desaceleração do crescimento e à perda de assinantes. Desde então, o setor passou por novas mudanças, com empresas de mídia e tecnologia revendo estruturas e buscando controlar despesas.
Caso a nova rodada seja confirmada, ela representará mais um sinal de que nem mesmo uma das maiores plataformas de entretenimento do mundo está imune à pressão por eficiência e crescimento.
Os cortes já foram confirmados?
Não. Até o momento, a Netflix não anunciou oficialmente as demissões. A informação foi publicada pelo Puck com base em fontes familiarizadas com o assunto, e a Reuters informou que a empresa se recusou a comentar o relato.
Também não foram divulgados departamentos, países ou funções que poderiam ser afetados. Portanto, ainda não é possível afirmar quais equipes sofreriam os cortes ou quando as eventuais demissões seriam efetivadas.
Se confirmada, a medida poderá atingir centenas de profissionais e marcar uma nova etapa de reorganização da empresa em um mercado no qual crescer continua sendo importante — mas gastar menos também virou parte central do roteiro.
Fonte: Puck e Reuters.



