Crítica: Carmen Sandiego (Netflix) - Temporada 1 e 2

Carmen Sandiego . Ladra internacional fácil e propositalmente conhecida portadora de um chapéu e casaco de cor carmim chamativos o sufic... (por Gian Luca em 26/12/2019, via GeekBlast)


Carmen Sandiego. Ladra internacional fácil e propositalmente conhecida portadora de um chapéu e casaco de cor carmim chamativos o suficiente. Criada por dois ex-funcionários da Disney, tornou-se uma das várias personagens icônicas dos anos 80 com jogos e desenhos educativos focados em Geografia. No embalo da grande quantidade de remakes e continuações de antigas produções (grande o suficiente para começar a ficar saturado, diga-se de passagem), a Netflix, assim como fez em Voltron Legendary Defender e She-Ra: Princesses of Power, traz um novo tom de vermelho para "la femme rouge". Resta saber se a nova peça combina com o conjunto. 


Nos jogos e no desenho exibido entre 1994 e 1999, Carmen (interpretada por Rita Moreno) era líder da VILE (Villains' International League of Evil - Liga Internacional dos Vilões do Mal, meio redundante diga-se de passagem) e perseguida ao redor do mundo pelos agentes da ACME Zack e Ivy, sob a ordem da Chefe para capturar a desertora. A nova Carmen (interpretada por Gina Rodriguez) é agora desertora da VILE, onde para lá foi levada ainda bebê e treinada pela academia lá sediada para o mundo do crime, e trabalha com Zack e Ivy para deter as operações da Liga enquanto são perseguidos pelos novos personagens e agentes da ACME Clive e Julia.

O roteiro, embora limitado pelo modelo procedural, consegue humanizar gradualmente os personagens, desde dedicar episódios inteiros a um flashback, que também são casos de roubo, a ter conversas um pouco mais intimistas entre as cenas de luta. Infelizmente, por ora, esse tipo de caracterização está mais firme somente em 4 pessoas do elenco.

Zack e Ivy, pilotos de fuga da Carmen e alívios cômicos sem exageros
Meu maior problema, por ora, é com o Player (interpretado pelo Finn Wolfheart) que, embora seja responsável por indicar as próximas missões e dar o suporte técnico ao time todo episódio, muito pouco sabe-se dele. O mesmo vale para os diretores da VILE, os ex-colegas agora rivais da Carmen e a própria Liga em si. Dou o benefício da dúvida à produção pois a 2ª temporada já deu os primeiros passos na construção de mundo e assim espero que continuem.

Para as cenas de espionagem e ação, que variam entre o básico e o inventivo, muito bem executados em ambos os casos, existe uma boa variedade de artifícios. Perseguição e luta em cima de prédios, na neve, na autoestrada, salto de aviões, paraglider, hookshot, paineis de segurança sincronizados à uma apresentação do Lago dos Cisnes...

Embora a animação ainda não foi confirmada para uma 3ª temporada, sendo que as duas primeiras, segundo o portal Romper, são duas partes de uma mesma temporada (o mesmo ocorreu com Voltron e She-Ra), um filme live-action da personagem, sem qualquer ligação com a série, foi anunciado em 2018 tendo Gina como Carmen e como produtora do longa. Gosto de acreditar que ainda veremos mais aventuras da dama de vermelho. Se isso irá acontecer ou não, só Deus sabe.



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