Crítica: Bloodshot, filme de ação clichê

Filme cheio de clichês não sabe aproveitar seus atores


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Depois que os filmes baseados em quadrinhos começaram a gerar lucros, era questão de tempo até que outras editoras quisessem que seus personagens fossem parar na telona. A Valiant escolheu começar seu espaço com Bloodshot.


Bloodshot tem a cara de um filme de ação dos anos 90, mais não chega a atingir aquele nível “ruim, mas eu me divirto vendo”. Apesar da premissa interessante: Ray Garrison (Diesel) é um soldado que foi abatido e revivido por uma empresa de tecnologia que o usam como uma máquina de matar.

Embora goste muito dos filmes do Vin Diesel e de ação num geral, esse foi um filme angustiante de assistir e ficou claro que eu não sou o público alvo do filme. Mas ainda assim o longa é problemático: o filme parece ter parado no tempo. Ao invés de utilizar os filmes como referência, Bloodshot parece só perdido no tempo.

A escolha de Vin Diesel para o papel não salvou o roteiro repleto de clichês e piadas de vergonha alheia. Os diálogos são um festival de frases para ressaltar o quanto ele é machão, vingativo e viril. As piadas colocadas no meio do filme tentam trazer um pouco de leveza à uma história que tende a se levar a sério demais e acabam ficando cansativas. Por exemplo, uma piada sobre o membro masculino que é dita ao menos 4 vezes e em uma delas até reforçada.

Bloodshot por si só já não é um personagem original nas HQs da Valiant. Tendo uma origem que mistura Wolverine e Justiceiro, o filme conseguiu pegar tudo de errado que tinha com o personagem e ampliar.

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Os atores coadjuvantes Sam Heughan (Outlander), Alex Hernandez e Guy Pierce (Amnésia) não conseguem salvar seus personagens rasos e fica a dúvida se a motivação do chefão da RST tem como ser mais clichês. Ao menos Sam consegue fazer com que odiemos seu personagem, o que faz sentido, já que é um capanga do vilão.

Para KT (Eiza González) sobrou o papel de mulher estilo top model com cenas que fazem questão de mostrar as curvas dela, com uma cena de luta mal acabada com a função de mostrar as habilidades dela e ressaltar seu corpo. A motivação dela é simples e salvou a personagem o fato de não ser um interesse amoroso.

As cenas de ação dirigidas pelo novato Dave Wilson (esse é o primeiro longa dele) são mal filmadas e por vezes confusas, deixando a principal parte do filme de ação difíceis de assistir. O CGI dessas cenas é desperdiçado, deixando o dublê aparente e parecendo um game inacabado. Repare na foto acima, o rosto do Sam está diferente né?

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Em resumo, Bloodshot não foi um bom começo para a Valiant no cinema, precisa ainda encontrar um tom para esse personagem, pois nesse filme ele não conquista.

Ficha técnica completa

Título Original: Bloodshot
Ano produção: 2020
Direção: Dave Wilson
Estreia: 12 de Março de 2020
Duração: 109 minutos
Classificação: 14 anos
Gênero: Ação, Drama, Ficção, Científica
Países de Origem: China, Estados Unidos da América
Elenco: Vin Diesel, Guy Pearce, Sam Heughan, Eiza González, Lamorne Morris, Alex Hernandez

Pesquisadora em Têxtil e Moda; cinéfila; Potterhead e lufana. Adora escrever e dar dicas sobre seus filmes favoritos. Amante de boas histórias e personagens femininas que se impõe. Queria ter os poderes da Jean Grey, mas é apaixonada pela Jasmine. Nas horas vagas escreve sobre seus hobbies.

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