Crítica: Parasyte (Kiseijuu: Sei no Kakuritsu)

O insano e bizarro chega ao Netflix no Brasil.

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 Não muito popularmente conhecido no Brasil, Parasita (título em português para Kiseijuu) chegou ao catálogo da Netflix nas ultimas semanas e já vem ganhando apreciadores. O anime é baseado no mangá escrito e ilustrado por Hitoshi Iwaaki que estreou na revista Morning Open Zōkan da Kodansha entre 1988 e 1989. O anime estreou no Japão em 2014, porém no Brasil é a primeira vez que é exibido em uma rede de streaming conhecida.

Sinopse

Em meio a uma invasão silenciosa de seres alienígenas no Japão, o jovem Izumi Shinichi de 17 anos tem o seu braço direito parasitado por um ser vermiforme pensante com habilidades incríveis, que acaba estabelecendo uma relação de parceria com o garoto. Enquanto isso outros parasitas assumem corpos de outros humanos comendo seus cérebros, sua sobrevivência depende do consumo da carne humana. A fim de salvar, não só as pessoas que fazem parte de seu ciclo de amizade e sua família, mas a humanidade como um todo, Shinichi  percebe que é o único capas de enfrentar esses seres. 


Com uma atmosfera simples e pacata o anime ganha traços insanos em sua história. Tudo parece sempre dar errado, tudo parece sempre exagerado, mas é aí que a trama se estabelece. De um ponto de vista geral, a estória é bem simples, e a motivação dos acontecimentos também. A palavra de ordem é: "invadir e conquistar" e isso fica muito claro desde os primeiros episódios.




Buscando juntar a fantasia com a ciência o anime apresenta várias referencias ao estudo da biologia, como ecologia e o próprio parasitismo, trazendo um embasamento a motivação dos estranhos seres que passam a habitar o corpo dos humanos. Outra tecla muito batida são as relações humanas, sempre muito frágeis e desestabilizadas, voltando-se para o egoismo da sobrevivência. O peso dramático também se faz presente em toda a narrativa, sempre acompanhado de momentos reflexivos e de da trilha sonora de encerramento, acentuando o tom.

O grande porém vem da forma de como são tratados seus personagens. Não existe espaço, ou até mesmo tempo, para se apegar a qualquer um deles, deixando muitas lacunas vazias. Isso causa um certo incômodo no andar da narrativa, já que muitos personagens são apresentados apenas para morrer.



Porém isso não tira o mérito da construção do enredo, muito menos da criatividade de Iwaaki. Ele imprime sua marca, e põe peso em sua obra.  E se você curte animes com temáticas mais pesadas, loucos e, por que não dizer, bizarros, com certeza vai curtir. A temporada possui 24 episódios e apresenta um arco fechado, logo, é provável que não veremos uma continuação. Mas se você quiser ver mais do universo de Parasyte, foram produzidos dois filmes live-action entre os anos de 2014 e 2015.


Ficha técnica:


Ano de lançamento: 2014
Gênero: ação, drama, ficção científica, gore
Música de abertura: Let Me Hear – Fear And Loathing in Las Vegas
Música de encerramento: It’s The Right Time – Daichi Miura
Criador: Hitoshi Iwaaki
Estúdio: Madhouse
Exibição no Brasil: Netflix
Número de episódios: 24
Status: concluído








Biológo, amante da natureza, aprendiz sith. Fã de animação, séries e filmes...queria ser um dobrador de água, mas a vida lhe fez nascer na nação errada.


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