A nova Supergirl, vivida por Milly Alcock, entrou no palco do hotel Public, no subsolo, com um brilho de nervosismo e aquela energia de “agora vai”. E vai mesmo. O filme passou por atrasos, pandemias, cancelamentos, renascimentos e mais curvas do que um seriado ruim. Começou em 2018, caiu na navalha corporativa de David Zaslav em 2022, e ressurgiu em 2023 quando Gunn redefiniu todo o Universo DC.
Agora, com Craig Gillespie na direção e um roteiro de Ana Nogueira, inspirado na minissérie de Tom King e Bilquis Evely, a história toma forma. No teaser exibido no evento e já disponível online, Kara surge como uma jovem de vinte e poucos anos viajando entre universos, enchendo a cara na medida certa da tragédia e da galáxia, e entrando em brigas interestelares após um aniversário patético e solitário. A vibe é de anti-heroína em missão de vingança — e isso já coloca o filme em outro planeta tonal.
Gillespie cravou: "Ela carrega muitos demônios e muitos traumas, o que é muito diferente do Superman."
Gunn completou: “As super-heroínas sempre foram retratadas como perfeitas. Ela não é nada disso. Como os super-heróis masculinos têm permitido ser há algum tempo.”
Os bastidores da indústria jogaram mais drama no ar. A Warner acabou de ser vendida para a Netflix; a Paramount lançou uma oferta hostil logo em seguida. Clima de festa com asteroide chegando. Mas Gunn e Peter Safran garantem: o filme não será afetado. Reguladores não deixariam nada fechar antes de 2027 — justamente quando expiram seus contratos.
E o clima entre eles é de confiança. O THR perguntou a Gunn se ele sente que a DC está melhor agora. A resposta veio sem hesitar: “Ah, sim.”
Safran foi na mesma linha: depois do sucesso de Superman, a dupla se sente longe de qualquer maldição. “Estamos só começando.”
Supergirl estreia 26 de junho de 2026 e promete ser o início de uma nova fase onde heroínas podem, enfim, quebrar a pose.
Fonte: The Hollywood Reporter (THR)




