A decisão representa um cronograma mais próximo do defendido pelos procuradores-gerais estaduais e pelo Writers Guild of America (WGA), que tentam impedir a conclusão do negócio.
Julgamento será decisivo para o futuro da fusão
A juíza distrital Araceli Martínez-Olguín, da Corte Federal de Oakland, determinou que o julgamento ocorrerá entre os dias 2 e 19 de março de 2027.
A Paramount havia solicitado que o processo começasse em novembro deste ano, enquanto os estados envolvidos na ação defendiam um cronograma ainda mais longo.
Durante esse período, o tribunal analisará se a operação viola as leis antitruste dos Estados Unidos.
Paramount diz que fusão é legal
Em nota, a Paramount afirmou respeitar a decisão da Justiça e reiterou que pretende defender o acordo.
Segundo a empresa:
"A transação é legal, pró-competitiva e não levanta preocupações antitruste."
A companhia também classificou a ação movida pelos estados e pelo WGA como infundada, afirmando que continuará trabalhando para concluir a operação o mais rapidamente possível.
Atrasos podem custar milhões
O novo calendário judicial aumenta a pressão financeira sobre a Paramount.
Pelos termos do acordo firmado entre as empresas, a Paramount deverá pagar à Warner Bros. Discovery US$ 7 milhões por dia para cada dia de atraso após 30 de setembro de 2026 até a conclusão da fusão.
Além disso, o contrato prevê uma multa de rescisão de US$ 7 bilhões caso a operação seja cancelada por obstáculos regulatórios.
Aprovação pode precisar ser refeita
Outro ponto de preocupação é que o atual período de aprovação do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) expira em 19 de fevereiro de 2027.
Caso o julgamento realmente se estenda para março, a Paramount poderá precisar reapresentar toda a documentação regulatória às autoridades americanas e, possivelmente, repetir processos semelhantes em outros países onde a fusão já havia sido aprovada.
Segundo a empresa, isso representaria retrabalho e novos custos para ambas as companhias.
Estados e roteiristas defendem investigação aprofundada
A ação foi apresentada por 12 procuradores-gerais estaduais, liderados pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, em conjunto com o Writers Guild of America (WGA).
Os autores do processo argumentam que a fusão exige uma análise detalhada dos possíveis impactos sobre:
- Concorrência no setor de mídia;
- Mercado audiovisual;
- Produção de conteúdo;
- Condições para trabalhadores da indústria;
- Benefícios ou prejuízos aos consumidores.
Uma conferência inicial para organizar o processo já foi marcada para 19 de agosto, quando serão definidos os próximos passos antes do início do julgamento.
A decisão final poderá determinar não apenas o futuro da fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery, mas também influenciar futuras megafusões no mercado global de entretenimento.
Fonte: Deadline.



