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Procurador da Califórnia rompe negociações com Paramount e acusa empresa de “jogar sujo” em acordo com a Warner

Procurador da Califórnia cancela negociações com a Paramount e acusa empresa de má-fé no acordo de US$ 111 bilhões com a Warner.


O imbróglio envolvendo a possível aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount acaba de ganhar mais um capítulo — e, dessa vez, com troca de acusações públicas.


O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, cancelou uma reunião que teria nesta segunda-feira com representantes da Paramount para discutir um possível acordo relacionado ao processo que tenta impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery, avaliada em US$ 111 bilhões.

Segundo Bonta, a decisão aconteceu depois que a Paramount teria divulgado e, na visão do procurador, distorcido informações sobre uma reunião anterior realizada na sexta-feira. O episódio foi suficiente para interromper temporariamente as conversas que poderiam abrir caminho para um acordo.

Em declaração ao The New York Times, Bonta acusou a empresa de não agir de boa-fé.

“A Paramount não só vazou o suposto conteúdo das negociações de acordo, como também deturpou essas negociações, demonstrando falta de boa-fé.”

O procurador ainda deixou a porta aberta para uma retomada das conversas, mas colocou uma condição bastante clara: a Paramount precisaria abandonar o que classificou como “joguinhos” e voltar às negociações de maneira sincera.

Califórnia lidera oposição ao negócio


Bonta está à frente de uma coalizão formada por 12 estados americanos que tentam impedir judicialmente a fusão entre as empresas.

A principal preocupação das autoridades é que a operação concentre poder demais nas mãos da nova companhia, especialmente nos setores de televisão, produção cinematográfica e distribuição de conteúdo.

O processo argumenta que a união dos gigantes do entretenimento poderia reduzir a concorrência e aumentar a influência da empresa resultante sobre diferentes áreas do mercado audiovisual.

E é justamente aí que entra um dos maiores obstáculos para qualquer acordo.

Bonta já indicou que não pretende aceitar apenas compromissos financeiros ou promessas de comportamento. Para encerrar a disputa, o estado estaria buscando “soluções estruturais”, que podem envolver a venda de determinados ativos.

Para a Paramount, esse tipo de exigência pode ser especialmente difícil de aceitar, já que uma negociação dessa natureza poderia obrigar a companhia a abrir mão de partes estratégicas de seus negócios.

Paramount já ameaçou deixar a Califórnia


A situação ficou ainda mais tensa depois que a Paramount ameaçou deixar a Califórnia caso não consiga chegar a um entendimento com as autoridades.

A empresa tem uma relação histórica com o estado e com Hollywood, o que torna qualquer mudança desse tipo especialmente simbólica. Ainda assim, a ameaça mostra o tamanho da pressão que envolve a operação.

As negociações desta semana chegaram a ser vistas como um possível sinal de que as partes poderiam encontrar uma saída antes que o processo avançasse para uma disputa judicial ainda maior.

Por enquanto, porém, o clima voltou a esquentar.

Relógio está correndo contra a Paramount


Além da batalha antitruste, existe outro problema pressionando a conclusão do negócio.

Caso a aquisição não seja finalizada até 1º de outubro, a Paramount começará a acumular uma espécie de taxa de juros destinada aos acionistas. O valor estimado é de aproximadamente US$ 7 milhões por dia.

Ou seja: cada dia de atraso custa uma pequena fortuna.

E o calendário judicial também não ajuda. O julgamento antitruste está previsto para março, aumentando a pressão para que as empresas encontrem uma solução antes que a disputa chegue ao tribunal.

Por enquanto, Bonta sinaliza que ainda está disposto a conversar, mas não parece interessado em simplesmente assinar um acordo para liberar a operação.

A mensagem do procurador foi direta: enquanto a Paramount não voltar à mesa com uma postura considerada de boa-fé, as negociações permanecem congeladas.

E, considerando que estamos falando de uma operação de US$ 111 bilhões, esse jogo está longe de terminar.

Fonte: Variety

Poeta, Bacharel em Radio, TV E Vídeo, Estrela, Editor e Co-criador do Papo Blast, Especialista em piada ruim, Viciado em séries e filmes, está mais perdido que Lost e acredita que Sharknado é um clássico subestimado mas vocês não estão prontos para essa conversa.


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