A decisão representa uma vitória significativa para as empresas, que ainda enfrentam uma batalha antitruste nos Estados Unidos.
Autoridade britânica não encontrou problemas de concorrência
Em comunicado, o Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido (DCMS) informou que a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) concluiu que a fusão não exige novas intervenções regulatórias.
Durante a análise, o órgão avaliou os possíveis impactos da operação em áreas como:
- Distribuição de filmes nos cinemas;
- Canais infantis de televisão;
- Serviços de streaming por assinatura;
- Concorrência no mercado audiovisual britânico.
Ao final da investigação, o governo decidiu não emitir um aviso formal de intervenção por interesse público.
Paramount assume compromissos com o Reino Unido
Para obter a aprovação, a Paramount apresentou garantias juridicamente vinculantes ao governo britânico.
Entre os principais compromissos estão:
- Streaming e TV: manutenção da identidade editorial independente entre canais lineares e plataformas sob demanda.
- Programação infantil: preservação das marcas Nickelodeon e Cartoon Network, além da continuidade na produção e aquisição de conteúdo infantil britânico.
- Jornalismo: garantia de independência editorial do Channel 5 News, mantendo sua redação separada da CBS News e da CNN International.
- Investimentos locais: compromisso de ampliar os investimentos em notícias, produções infantis e dramas produzidos no Reino Unido.
Segundo a secretária de Cultura, Lisa Nandy, essas medidas ajudam a preservar a diversidade da mídia britânica e garantem a continuidade dos serviços de interesse público.
Aprovação fortalece posição da Paramount
Após a decisão, a Paramount afirmou que a aprovação britânica reforça sua defesa contra a ação antitruste movida nos Estados Unidos.
Segundo um porta-voz da empresa, a conclusão das autoridades do Reino Unido demonstra que as alegações apresentadas pelos procuradores-gerais americanos utilizam definições de mercado "equivocadas e manipuladas".
Batalha continua nos Estados Unidos
Apesar da vitória no Reino Unido, a fusão ainda enfrenta um grande desafio.
Nos Estados Unidos, 12 procuradores-gerais estaduais, liderados pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, tentam impedir a operação alegando que ela viola as leis antitruste e pode reduzir a concorrência no setor de mídia.
O julgamento está marcado para março de 2027 e será decisivo para determinar se a fusão poderá ser concluída globalmente.
Enquanto isso, a aprovação britânica representa um importante respaldo internacional para o negócio, aumentando a confiança da Paramount e da Warner Bros. Discovery na continuidade do processo regulatório.
Fonte: Variety



