Cinema

Crítica: Mulher-Maravilha - bela, sensual e da guerra

A DC traz um filme que há muito esperávamos ver


Mulher-Maravilha estreia na próxima quinta-feira 01 de junho, e todos os fãs estão ansiosos e apreensivos para o novo longa da DC com a produção de Zack Snyder (diretor de Homem de Aço e Batman vs Superman).


Pode ir sem medo, finalmente um filme para lavar a alma da DC e do público. Mulher-Maravilha é o que nós como fã queríamos. Um filme de origem com humor, lutas e efeitos sensacionais. Gal Gadot nasceu para o papel, bela, sensual, guerreira, mas com um toque da inocência de quem saiu de um mundo místico (Temiscira) para o mundo real em meio a Primeira Guerra Mundial. Junto com Chris Pine, o capitão Steven Trevor, vão lutar e aprender um com o outro a melhor parte de si. E contar com parceiros, que são leais até no meio de batalhas.
As amazonas de Temiscira


A fotografia e os efeitos especiais são um elemento a mais no longa, em Temiscira a imagem é clara e alegre com suas cachoeiras e águas cristalinas, enquanto no mundo exterior vê-se uma Londres nublada e cheia de fumaça com suas máquinas à vapor, e o caos, a fumaça e as explosões em campo de batalha contrastando bem um cenário com o outro. A Mulher-Maravilha sempre com o seu azul e dourado, os vilões, sim, temos mais de um, ficaram com tons mais fechados, preto e verde.

Gal Gadot como Mulher Maravilha

Após os erros com clarões que atrapalhavam a batalha final em BvS, em Mulher-Maravilha temos cenas limpas no centro com um cenário bem construído ao redor. Lutas bem ensaiadas que foram valorizadas com cenas em Slow-Motion.


Mulher-Maravilha tem história, ideal, ação, romance é discretamente engraçado em alguns momentos, sem ser forçado. Um filme que trás uma mulher como símbolo de força, beleza e esperança, levando ao empoderamento feminino em uma época, onde nós mulheres não tínhamos direito ao voto, a alguns cargos de trabalho, muito menos no campo de batalha.

É o filme que deve ser seguido como exemplo pela DC, para que os próximos filmes sejam tão bons quanto esse.

Uma visão masculina sobre o filme


Vou deixar uma nota aqui sobre o filme.

Mulher Maravilha é o filme que há muito queríamos, não traz o humor exagerado dos filmes Marvel Studios (antes que venham me fuzilar, adoro os filmes da Marvel e posso provar aqui), o filme se mantém sério com algumas pitadas de humor, mas nada exagerado. Chris Pine é um ótimo ator mas seu personagem em MM, te faz recordar do Capitão Kirk na última trilogia de Star Trek, isso não quer dizer que é ruim, só que sua personalidade é praticamente a mesma do seu outro personagem. Gal Gadot realmente nasceu para ser a Mulher Maravilha, a sua introdução em BvS por si só foi o que teve de melhor no filme.

O longa traz uma história de origem, uma Diana despreparada para o mundo exterior e aprendendo seu lugar. Como a Polly citou, a história se passa em uma época em que as mulheres não tinham direito a participar de reuniões importantes, quem comandava eram os homens. Diana vem para quebrar esse estigma que ainda é estampado em nossa sociedade, um destaque para a cena em que é mostrada no trailer onde ela vai sozinha contra um contingente inteiro fazendo assim os homens irem dar "apoio" à ela.
Fabio Camilo
Editor

Ficha Técnica

Nome: Mulher Maravilha
Nome Original: Wonder Woman
Origem: EUA
Ano de produção: 2016
Lançamento: 1 de Junho de 2017
Gênero:  Ação, Aventura, Fantasia
Classificação: 13 anos
Direção: Michelle MacLaren
Elenco:  Ann Ogbomo, Chris Pine, Connie Nielsen, Eleanor Matsuura, Emily Carey, Eugene Brave Rock, Ewen Bremner, Florence Kasumba, Gal Gadot, Lisa Loven Kongsli, Lucy Davis, Madeleine Vall, Mayling Ng, Robin Wright, Roman Green
Polly Wannele é nordestina, arquiteta, viajante, cinéfila, leitora e viúva de Han Solo. É uma Jedi, mas todos falam que é uma Sith por ter gênio do capiroto.
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